Lily tem 7 anos, tornou-se amiga de Elmo e é uma das mais novas residentes da Rua Sésamo. Mas ao contrário dos outros habitantes, não tem uma casa, como explica num vídeo online que protagoniza e que a apresenta aos espectadores.

A personagem revela que tem vivido "em todo o tipo de sítios", juntamente com a família, desde que foi obrigada a deixar o apartamento onde residia. E a sua situação reflete a de muitas crianças nos EUA, assinala a Sesame Workshop, a associação educacional sem fins lucrativos responsável por "Rua Sésamo".

"Sabemos que crianças desalojadas são muitas vezes apanhadas num ciclo devastador de trauma", garante a presidente de impacto global e filantropia da organização, Sherrie Westin, que reforça a experiência diária de "incerteza e insegurança" de muitas dessas vítimas da pobreza.

A Sesame Workshop aponta que na última década o número de crianças menores de 6 anos que vive nas ruas, em abrigos, motéis, tendas ou carros tem aumentado drasticamente nos EUA, cenário que motivou a história de Lily. "Queremos que saibam que não estão sozinhas", sublinha Westin.

Embora não seja uma personagem inédita, Lily apenas tinha surgido num breve especial de 2011 relacionado com uma campanha contra a fome. Mas vai ter presença regular nos vídeos e atividades do site Sesame Street in Communities, apesar de não ter presença garantida nos episódios televisivos de "Rua Sésamo".

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