São três histórias de vida, três realidades diferentes, retratos sociais de pessoas de diversas cidades da europa. Está de regresso à RTP2 o magazine «Gente da Cidade» na sua edição de 2012, este sábado, 18 de agosto, às 19:50.

Cada programa é composto por três curtos documentários e narram histórias da sociedade urbana europeia e Zambebe Almeida, Elisa Worm e Ahmad Kavousian, que vivem em Lisboa, são os protagonistas da estreia do magazine em 2012.

Zambeze Almeida nasceu em Moçambique, cresceu no Brasil, mas é portuguesa, onde vive há mais de 25 anos.

Aprendeu joalharia e desenvolveu o seu talento elaborando peças muito especiais, as quais apelida Body Jewelery. São "objetos de grande dimensão que Zambeze produz para serem usados por si e pelo seu marido e amor da sua vida, o pintor Carlos Henrich", conta o canal público.

Zambeze é uma conhecida galerista de Lisboa e gere com a sua mãe a Antiks Design desde 1997.

Sempre ocupada com novos projetos, Zambeze "é senhora de uma personalidade marcante para o qual contribui o seu visual e os traços de uma saudável personalidade infantil, que se mantêm intactos, mesmo agora quando Zambeze já se aproxima dos 50 anos", revela a RTP 2.

Por seu lado, a dança preencheu e ainda preenche a vida de Elisa Worm. "Nunca quis fazer outra coisa na vida", explica a televisão pública.

Durante décadas fez de tudo na sua profissão: bailarina, professora, coreógrafa. Hoje, ultrapassados os 70 anos, está de volta ao palco, dançando num projeto especial para seniores e intitulado "A Companhia Maior".

"Foi sempre a dança a salvá-la da depressão que sentiu quando o seu primeiro marido, um famoso pintor português dos anos 50 e 60, se suicidou. Uma tragédia que Elisa não conseguiu evitar", garante a RTP 2.

Já Ahmad Kavousian era um arquiteto iraniano no início de uma promissora carreira quando se deu a revolução de 1979. Ahmad, que durante o regime do Shah Reza Pahlevi lutava por reformas democráticas, vê a situação no seu país piorar com a chegada do Aiatolá Khomeni ao poder.

Perseguido, é preso e sentenciado a 15 anos de prisão. Cumprida a pena é autorizado a deixar o Irão. Fixa-se no Canadá onde retoma a sua atividade, ao mesmo tempo que desenvolve a sua outra paixão de sempre - a fotografia. Trabalha em inúmeros projetos com arte e com a comunidade dos sem-abrigo.

Graça Neves descobriu as suas fotografias através da aplicação Flicker na Internet. "Apaixonou-se" pelas fotos e quis descobrir o homem por detrás delas e rumou a Toronto no Canadá.

"Ahmad e Graça apaixonaram-se. Casaram. Mudaram-se para Portugal e Ahmad continuou os seus projetos em Lisboa, enquanto sonha poder um dia voltar ao Irão", conclui a RTP.

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