Natural do concelho de Santa Catarina, ilha de Santiago, Vânia Denise Sanches Martins, de 25 anos, teve contacto com a música aos 11 anos quando estudava o quinto ano de escolaridade e fazia parte do grupo Coral da ‘Igreja di Baxu’ do concelho.

“Eu fazia Salmo e as orações universais nas eucaristias, principalmente nas festividades da santa padroeira ‘Nha Santa Catarina’ entres outras atividades culturais realizadas na cidade de Assomada. Foi a partir daí que eu comecei a ganhar mais experiência e a diminuir o medo de enfrentar o público”, conta.

Em 2011, Vânia Martins começou a encarrar a música com mais seriedade e contou com o apoio incondicional do pai e do seu professor da disciplina de História que a incentivou a participar nos concursos musicais.

“Participei nos concursos ‘Todo Mundo Canta’, onde fiquei em primeiro lugar, e no ‘Talentu Strela II’, onde fui escolhida para representar a ilha de Santiago em S. Vicente", diz orgulhosa.

A jovem artista tem partilhado o palco com alguns músicos como Zé Rui de Pina, Arlindo Rodrigues na abertura do Festival Gamboa 2019, com Thairo Kosta, em 2016, e Cris da Lomba no Atlantic Music Expo (AME) de 2018.

 Primeiro single a caminho

Vânia Martins está a trabalhar no seu primeiro single que deverá ser lançado ainda este ano.

“’Kaminhu di Kasa’” fala da emigração e é um tema que identifica-se comigo e com a história do povo cabo-verdiano em geral”, diz.

A composição é da autoria de Sílvio Brito - amigo da cantora e dono de um espaço cultural “Poial” em Assomada - e conta com a produção de Ivan Medina.

A artista acredita que será uma grande oportunidade para demonstrar o seu talento e a paixão que tem pela música cabo-verdiana. “Espero ter uma boa aceitação dos meus fãs e do público”, salienta.

Vânia é apaixonada por ritmos tradicionais como o funaná, a coladeira e, particularmente, a morna com a qual se identifica mais.

Orlando Pantera, Cesária Évora, Boy Gé Mendes, Mayra Andrade e Thairo Kosta são alguns dos artistas cabo-verdianos que aprecia e que interpreta.

Questionada sobre o que acha da classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade, Vânia Martins afirma que tal já devia ter acontecido há muito tempo, pelo seu valor e contributo que tem dado à música cabo-verdiana. “A morna merece esse reconhecimento”, acrescenta.

Futuramente a jovem pensa compor as suas próprias músicas e lançar-se numa carreira a solo para dar o seu contributo à música e à cultura cabo-verdiana.

TEXTO EDITADO A 3 DE DEZEMBRO

Edna da Veiga/estagiária

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