O álbum Nicki Minaj, de 35 anos, "Queen" foi lançado em agosto sem a música "Sorry", que Chapman alega ter sido parcialmente retirada do seu hit de 1988, "Baby Can I Hold You". A cantora revelou ainda, num processo aberto na segunda-feira, que Minaj e os seus agentes fizeram "vários pedidos" em junho de 2018 para ter autorização para usar a canção, depois de "Sorry" já ter sido gravada.

Embora Chapman "repetidamente" tenha negado os pedidos, Minaj - cujo nome de batismo é Onika Tanya Maraj - entregou uma cópia da canção a uma popular rádio de Nova Iorque, a HOT 97.

Aston George Taylor Jr, conhecido como Funkmaster Flex, mostrou partes do tema nas suas redes sociais, colocou na playlist da rádio e "possivelmente em outras redes", segundo o processo.

Até agora, Minaj não respondeu ao recurso, para o qual tem 21 dias.

Num post no Twitter em julho, que foi apagado, Nicki Minaj escreveu a canção "Queen" apresentava um "dos melhores rappers de todos os tempos", mas que não tinha ideia de similaridades com alguma música da "lenda #TracyChapman". Também pediu a opinião dos fãs.

A ação de Chapman, que mantém uma vida discreta e longe dos holofotes e das redes sociais, faz referência a esse tweet.

"Esta ação é necessária para reparar a negligência de Maraj e a violação intencional dos direitos de Chapman sob a Lei de Direitos de Autor, e para garantir que a sua má conduta não se repita", diz o processo.

"Maraj injustamente privou Chapman do direito e da oportunidade de decidir se permitiria o uso da composição e, em caso afirmativo, sob quais condições", continuou.

"Baby Can I Hold You" fez parte do álbum de estreia de Chapman e recebeu muitos elogios, incluindo um  Grammy em 1989 como melhor álbum de folk contemporâneo, e uma nomeação a álbum do ano.

Chapman disse que a letra e a melodia foram copiadas em cerca de metade de "Sorry", e eram "facilmente reconhecíveis e identificáveis" como sendo suas.

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