Em declarações à Inforpress, no momento em que este género musical acabou de ser classificada como património cultural imaterial da humanidade, pela Unesco, o artista e compositor maiense assegurou que já fez várias composições no género “morna”, embora “noite de Porto Inglês”, interpretada pela cantora Gabriela Mendes, seja a que teve maior sucesso até ao momento.

No entanto, lembrou que recentemente o artista boa-vistense Juary Livramento gravou uma composição da sua autoria intitulada “morna canteiro de nôs sentimento”, bem como “crueldade de vida” interpretada pelo cantor salense Djila, entre outras como “nôs património” divulgadas na voz de vários outros cantores.

Com essas composições o artista pretendeu fazer um tributo a este género musical e prometeu que, brevemente, outras mornas da sua autoria vão estar no mercado.

Para Tibau Tavares, a morna já se configurava património imaterial da humanidade, ainda antes da sua proclamação porque, conforme admitiu, este género musical nasceu com o povoamento das ilhas e, ao longo dos tempos, tem vindo a ser aperfeiçoada.

Neste particular reconheceu o contributo dado por Manuel d´Novas, B. Léza e Paulino Vieira que reconheceu ser uma referência para ele.

Aquele compositor sublinhou ainda que a morna “conforme dizem” nasceu na ilha da Boa Vista levado para São Vicente, onde foi sofreu alguma transformação, mas afirma que “a morna contemporânea, mais evoluída, mora agora na ilha do Maio”, graças ao grande contributo que, em seu entender, “os compositores maienses estão a emprestar à morna”.

Tibau Tavares, cujas primeiras composições foram mornas, lembrou que cresceu a ouvir morna, principalmente cantadas por Bana e as músicas de Luís Morais nos “long play (LP)” tocados nos aparelhos gira-discos e que tiveram influência na sua aprendizagem musical.

O artista maiense recorda que começou por aprender o bordão cabo-verdiano e só depois é que veio a desenvolver e introduzir notas dissonantes nas suas composições como forma de fazer uma morna diferente do que se fazia antes, dando à composição “uma outra luz e melodia”.

Tibau Tavares manifestou “alguma mágoa” por constatar que, actualmente, os organizadores dos festivais, praticamente, não convidam artistas que cantam morna como forma de promover este género musical.

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