O artista cabo-verdiano Tcheka, que chama atenção pelo seu estilo inconfundível, tem agendado vários espetáculos em países de África e Ásia, nos meses de abril e maio.

China, Singapura, Coreia do Sul e Zimbábue são alguns dos países onde Tcheka já tem espetáculos marcados nos próximos meses para divulgar o seu mais recente trabalho "Boka Kafé".

O álbum, quinto da sua carreira, foi gravado em Portugal e lançado em 2017. O espetáculo de apresentação na Praia aconteceu em dezembro último.

Tcheka diz estar satisfeito com a aceitação que o álbum tem tido e realça o facto de ser o primeiro trabalho de um artista cabo-verdiano gravado em formato voz e guitarra.

"Este álbum é especial, o primeiro desse estilo em Cabo Verde e estou muito satisfeito com o feedback. Já me valeu experiências únicas e foi recomendado pela Rádio Suíça Internacional como um dos álbuns a ser ouvido e ganhou quatro estrelas numa das revistas internacionais de referência no mundo da música, em Inglaterra", diz.

Para além do novo álbum, Tcheka está a desenvolver um projeto com o pianista português Mário Laginha. "Strada" é o nome deste projeto que une o estilo inconfundível de Tcheka e o piano de Mário Laginha. A dupla atuou no ciclo de concertos “Há Música no Trindade”, em Portugal, em dezembro.

Tcheka era um dos convidados, juntamente com Mário Laginha, para atuar na edição deste ano do Kriol Jazz, mas devido a questões de agenda não vai ser possível comparecer no certame.

"Quero atuar mais vezes em Cabo Verde, só depende dos promotores. Agora a ideia é concentrar-me na promoção do disco", afirma.

Ritmos tradicionais com “toque” de world music

Manuel Lopes Andrade, ou Tcheka, nasceu em Ribeira da Barca, interior de Santiago, há 44 anos. Conhecido por ser um guitarrista singular, o também compositor e cantor começou a dar os primeiros passos na música ao lado do pai, aos 14 anos.

Ao longo dos anos, o artista desenvolveu uma forma própria de tocar guitarra e em 2003 lançou o seu primeiro álbum "Argui", com o selo Lusáfrica.

Em 2005, o álbum "Nu Monda", o segundo da sua carreira, valeu-lhe o " Prix Découverte ", um prémio da RFI (Rádio France Internacional) para Artista do Ano.

Da sua discografia constam ainda os álbuns Lonji (2007), Dor De Mar (2011) e Boka Kafé (2017).

Já marcou presença em vários palcos do mundo.

O estilo de Tcheka caracteriza-se por juntar ritmos tradicionais (batuku, funaná, finason, tabanka, morna e coladera) e do mundo como o pop brasileiro e africano, folk, jazz, blues e rock.

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