Abraão Vicente, que falava na abertura do debate sobre políticas do Governo na área da Cultura e da Comunicação Social, afirmou ainda que as festas das bandeiras na ilha do Fogo serão também elevadas a património e as festas de romaria de São João do Porto Novo, que foram classificadas a património nacional em 2017, terão, este ano, “100 por cento (%) de patrocínio” do Ministério da Cultura.

Segundo o ministro, que passou uma pincelada sobre as políticas na Cultura e Comunicação Social já implementadas, e que estão em curso, tutelados pelo seu ministério, garantiu que os financiamentos do Estado a projetos nacionais de relevo “nunca foram tão transparentes previsíveis e perenes como agora”.

Prova disso, conforme o governante, é que foi consolidado o financiamento do Carnaval, através de editais, e que o Carnaval do Mindelo, “maior e melhor publicitado em Cabo Verde”, organiza-se hoje através de uma liga profissionalizada, com “maior envolvimento” da sociedade civil.

O ministro destacou, igualmente, outros investimentos.

“Cerca de dois milhões de escudos foram disponibilizadas para financeira concertos de teatro, de dança, bem como premiações, 29 milhões de escudos de incentivos atribuídos através dos editais às câmaras municipais, 23 milhões de escudos de incentivos atribuídos aos órgãos de comunicação social de 2016 a 2019”, apontou, acrescentando ainda que cada uma das entidades gestoras coletivas recebeu cumulativamente nos anos de 2017 e 2018 o valor superior a 14 milhões de escudos.

Abraão Vicente garantiu também que o Governo vai cumprir o programa de homenagem às “figuras de relevo” da história de Cabo Verde.

“Prometemos 25 bustos até 2021. Estamos em condições de cumprir, vamos fazer tudo para honrar as nossas referências”, afirmou destacando ainda “orgulho” em ter a cultura como “um dos pilares da presidência cabo-verdiana da CPLP”.

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas disse ainda que tem uma “agenda ambiciosa” para a criação do Mercado Comum das Artes, Cultura e Indústrias Criativas, para além das obras de reabilitação do futuro Centro Cultural Cabo Verde em Portugal, “que já estão avançadas”.