Em declarações à Inforpress, Gracindo Tavares Veiga, que falou em nome da Associação, defendeu que esta é uma forma de mostrar que a Tabanca é uma manifestação cultural que está viva e a acompanhar as diferentes fases de desenvolvimento do país.

“13 de Janeiro assim como outras datas importantes do país é muito importante para a Tabanca e para as pessoas que fazem parte desta associação, pois, hoje estamos cada vez mais fortes e a mostrar que a Tabanca faz parte da nossa cultura e das nossas vitórias”, disse.

O 13 de Janeiro, que é feriado nacional, é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 16 anos em regime de partido único.

Já o fenómeno da tabanca remonta à celebração do 3 de Maio, Dia de Santa Cruz dos escravos, quando os proprietários, senhores de escravos (morgados), imbuídos de espírito cristão, lhes deram, por um dia, a liberdade.

Como forma de manifestação e resistência à situação em que eram colocados, os então libertos aproveitaram o facto para fazer os seus festejos, em jeito de rebeldia, realizando um teatro de rua em que ridicularizavam a estrutura social em vigor, misturando aspectos religiosos cristãos com práticas de origem africana.

Com a Independência de Cabo Verde, a Tabanca ressuscita das manifestações culturais genuínas, procurando pelo brilho e misticismo de outrora.

A Tabanca é vista como a bandeira da luta de resistência e um símbolo genuíno da cultura de Cabo Verde.

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