A residir na Praia, desde a sua participação na primeira edição do programa Voice One, o jovem mindelense revela ao SAPO que desde que se mudou para a capital do país a sua vida artística melhorou.

“A Yakuarella foi uma bênção que caiu nas minhas mãos. Tenho participado em vários eventos, enquanto que em São Vicente só recebia promessas. Acho que quando a cantora Cesária Évora era viva davam mais valor à música e aos artistas mindelenses. Depois da morte de Cize deixaram de apostar nos jovens artistas. Aqui na Praia, os artistas têm mais oportunidades”, salienta.

“A música é a minha saúde”

Apaixonado pela música, Steffi Lima Rocha começou a se interessar pela música ainda criança. “Gostava de cantar e ouvir música das brasileiras Xuxa e Eliana”, afirma e acrescenta “a música é a minha saúde. Dá-me força para viver e enfrentar os problemas”.

O jovem de 23 anos recorda que aprendeu a cantar a ouvir as músicas dos álbuns  “Check In” de Djodje e “Navega”, de Sara Tavares. “Com esses dois álbuns ganhei mais amor à música”.

Em 2014, um amigo convidou-o a participar no programa “Todo Mundo Canta”, em Mindelo. Inicialmente, recusou o convite por não se sentir preparado, mas depois resolveu participar tendo sido eliminado na primeira gala.

No ano seguinte, Steffi Lima voltou a participar no programa e ficou no segundo lugar. “A partir desse momento, passei a focar-me mais na música. Aprendi muitas coisas no concurso”, afirma.

“Voice One foi um concurso exaustivo, mas construtivo”

Este ano (2018), o jovem viajou para a cidade da Praia para participar, juntamente com mais nove jovens artistas, na primeira edição do Voice One, um programa organizado pela produtora Prisma Vídeos.

Na primeira gala, Steffi Lima foi eliminado, mas acabou por ser repescado para a segunda gala, tendo sido um dos quatros finalistas do concurso. “Quando fui eliminado fiquei triste porque os mindelenses não votaram em mim. Quando saí de Mindelo disse que iria representar a minha ilha em grande estilo, mas para isso os mindelenses tinham que me apoiar”, diz triste.

Segundo o mindelense, participar no programa da Prisma Vídeos teve tanto  pontos positivos como negativos. “Positivos, porque consegui mostrar aos praienses o meu talento, uma vez que o meu foco era conquistar a Praia. Negativos, porque passei momentos difíceis, principalmente, no que tange ao relacionalmente com os outros participantes” afirma e acrescenta que foi um concurso “exaustivo” mas “construtivo”.

No que tange a projetos futuros, Steffi explica que pretende gravar um single, mas sem adiantar uma data. “Gosto de trabalhar com calma e com carinho. Futuramente, quero mostrar um Steffi diferente".

Questionado sobre qual estilo o define, o jovem cantor diz “que é o cantor mais confuso do país”. “Não há um estilo que me defina".

Show na capital

No próximo dia 27 de julho, Steffi vai realizar um show de apresentação na cidade da Praia. O evento está marcado para as 19h00, no Palácio da Cultura Ildo Lobo e os bilhetes custam 300$00.

O artista agenciado pela Yakuarella vai dividir o palco com o cantor e dançarino Djam Neguin e o grupo Trakinuz.

“Não vou apresentar nenhum single da minha autoria, vai ser um show diferente. Quero que a minha apresentação seja uma noite inesquecível”, diz ao SAPO.

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