A defesa dos direitos de autores, conforme referiu, é um “trabalho contínuo, quase que revolucionário”, por isso é uma das “apostas fortes” a integrar na agenda de 2020.

De entre as acções, apontou, vão multiplicar as informações e sensibilização, vão continuar a trabalhar com todos os interlocutores, o sector público e o privado, vão partilhar todas as suas experiências com todos os seus membros e com os utilizadores de música.

“Vamos aumentar o nível de cobrança para conseguirmos reflectir a importância do cumprimento legal e de obrigatoriedade de pagamento de direitos de autores e a nova legislação em vigor e também multiplicar todas as acções com todos os protocolos que nós assinamos em 2019”, elencou.

Solange Cesarovna sublinhou que a ideia é trabalhar para que cada músico, cada autor cabo-verdiano, independentemente de estar em Cabo Verde ou na Diáspora, sintam-se apoiados, sinta-se que os seus direitos estão a ser respeitados e que a sua obra está a ser protegida.

Para além disso, durante este ano perspectivam alimentar o catálogo musical da SCM na plataforma mundial ´CISNET´ da Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC).

Ao fazerem este trabalho, assegurou, vão permitir que as suas congéneres possam identificar onde é que a música cabo-verdiana está a passar e fazerem a cobrança e a retenção dos direitos de autores dos membros e músicos da SCM para transferirem para Cabo Verde.

A formação também vai ser uma das prioridades este ano para que possam ter os seus membros “mais preparados” e com “maior consciência” de como é que colaboram com a SCM no sentido de levarem a mensagem além-fronteiras aos utilizadores de música.

Solange Cesarovna pede a todos os seus parceiros, nomeadamente as câmaras municipais, as entidades privadas e público e o Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, que continuem com este engajamento e sintonia para a consolidação do sector dos direitos de autor em Cabo Verde.

“Que façamos um trabalho de maior proximidade e um trabalho para acelerar essa questão da cobrança dos direitos de autor a nível de Cabo Verde, porque se todos os interlocutores se não derem uma resposta com a mesma celeridade, em tempo útil e oportuno, também a própria capacidade que a SCM terá em alcançar os seus objectivos e o seu plano estratégico, menos fácil ou mais moroso será”, frisou.

A presidente da SCM espera ver consolidado, este ano, o estatuto do autor e de artista e, neste sentido, demonstrou o seu interesse em colaborar com a Direcção Geral das Artes.

Segundo Solange Cesarovna, este estatuto é uma “prioridade absoluta” e vai “incrementar, facilitar, dinamizar” o respeito pelos direitos de autor.

“Este estatuto vai dar ao artista algo que ele merece e algo que já faz falta imenso e que pode mudar substancialmente e facilitar a vida profissional deles”, concluiu.

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