A informação foi avançada à Inforpress pela presidente da SCM, Solange Cesarovna, no âmbito da Assembleia Ordinária da Sociedade que decorre na cidade da Praia desde sexta-feira, 15.

Solange Cesarovna que considerou “importante” a eleição desta representação, sublinhou, ainda, que a presença de um associado nestas ilhas irá permitir que a sociedade possa combater a insularidade e ter uma maior dimensão de capacidade de trabalho na defesa dos direitos de autores, dos músicos e criadores.

“Isto é algo que podemos pontuar como um dos ganhos máximos desta assembleia, pois, a nossa maior vontade é proteger o autor e músico cabo-verdiano, independentemente de onde esteja a viver. Nestas ilhas tínhamos uma dinâmica menos forte, o que não estava contemplada no espírito da missão da sociedade da música”, disse.

Ainda a presidente da SCM, esta assembleia serviu para que fosse decidido e aprovado o investimento, ainda este ano, no departamento informático.

A par isso, fez um balanço positivo com a entrada em 2018 da Sociedade Cabo-Verdiana de Música na CISAC, o que materializou os acordos e reciprocidades, e com a qual a sociedade conseguiu até o mês de fevereiro 150 mil obras de músicos e criadores de música.

Com a entidade brasileira de defesa dos autores e dos músicos, a SCM, realçou a mesma fonte, assinou também um acordo de reciprocidade que tornou a dimensão do catálogo nacional muito superior, visto que esta defende seis milhões de obras musicais e sete milhões de fonogramas que agora passam a pertencer ao catálogo da Sociedade Cabo-verdiana de Música.

A mesma parceria, informou, está sendo concretizada com as sociedades de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau e com a Associação dos Músicos de São Tome e Príncipe.

“Isto são ganhos e partilhamos na assembleia os próximos passos para a operacionalização destes protocolos. De momento estamos, também focados em engajar a sociedade civil, o governo e os privados para a aquisição do software para que neste ano possamos avançar e ter o nosso catálogo identificado e organizado”, assegurou.

Este catálogo, segundo disse, vai estar ligado aos das entidades congéneres no mundo, através da CISAC, para que estas possam cobrar pela utilização da música cabo-verdiana além-fronteiras e enviar o que é devido ao autor e músico cabo-verdiano.

A assembleia ordinária da SCM tinha em agenda a organização dos relatórios das atividades do ano 2018, a aprovação das contas e do plano referente ao ano 2019, bem como pontos estratégicos que visam melhorar o trabalho a nível da cobertura da proteção dos direitos de autor e dos músicos cabo-verdiano em todas as ilhas e diáspora.

A assembleia de três dias tinha ainda em agenda a apresentação aos sócios do “business plan” e o plano estratégico referente ao ano 2019/2021, e a assinatura de protocolo com os parceiros do espaço de música Simpel criado na Praia.

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