Solange Cesarovna fez esta consideração na cerimónia de abertura da formação sobre os direitos de autores, que acontece na cidade da Praia, no âmbito da missão conjunta do Conselho Internacional de Autores de Música (CIAM) e o Comité Executivo do Comité Regional Africano da CISAC (CECAF) a Cabo Verde.

Este encontro reúne na capital do país, de hoje até 03 de fevereiro, embaixadores de direitos dos autores do mundo da música e figuras mundiais do CECAF e da CIAM.

A presidente da SCM, que é a anfitriã do evento, considerou que este é um momento “histórico e único” para o país e ficará perpetuado na memória dos músicos, autores, compositores, executantes, produtores musicais, investigadores na área da música e de todos que integram o setor musical no país.

Criada em junho de 2013, a SCM, segundo a sua presidente, nasce para dar a sua contribuição na concretização de um sonho de todos que integram o setor musical no país, no que toca ao pagamento de direitos de autores e direitos conexos em Cabo Verde.

“Num país que tem como a sua bandeira, dentro e fora, a música, não seria mais possível adiar o sonho de começar a profissionalização do setor musical artístico, continuando a privar os músicos de poder viver legitimamente do seu trabalho e por ele ser remunerado”, afirmou.

Volvidos cinco anos, considerou que valeu “imensamente a pena” a criação da SCM, pois, ajuntou, sentem-se mais entusiasmados a seguir este caminho e alcançar os horizontes “repletos de esperança” todos os objetivos traçados aquando da sua criação.

“Hoje, sentimos que em Cabo Verde vivemos uma nova era em torno do objeto dos direitos de autor e direitos conexos, pois quebrou-se a apatia que á volta desta questão tão nobre existia. Hoje, estamos a sentir que os nossos direitos vão ser alcançados”, afirmou.

Solange Cesarovna afirmou que as portas da SCM estarão sempre abertas às suas congéneres, uma vez estes têm dado um “contributo enorme” para que esta sociedade de gestão coletiva possa fazer um melhor trabalho na defesa dos direitos de autores cabo-verdianos.

Por sua vez, o presidente o Conselho Internacional de Autores de Música (CIAM), Eddie Schwartz, mostrou o seu contentamento por estar em Cabo Verde a cumprir mais uma missão dessa organização que representa cerca de quatro milhões de criadores da música em todo o mundo.

“Estamos felizes por estarem a apoiar o CIAM que tem feito um trabalho importante na proteção e fortalecimento dos direitos de autores a nível internacional. Estamos aqui para sermos os vossos parceiros, irmãos da música e reiteramos o nosso compromisso em promover a proteção efetiva e a gestão eficaz dos direitos autorais cabo-verdianos” assegurou.

Para o vice-presidente da ALCAM, Juca Novaes, num momento em que o universo da música sofre uma “grande transformação” com as mudanças tecnologias, há que traçar novas estratégicas para a divulgação da música pelo mundo.

“A importância desse evento é que estamos a trazer para Cabo Verde essas discussões na busca de soluções para os problemas que surgem, não apenas para os artistas de Cabo Verde, mas para os artistas de todo o mundo. E o nosso objetivo é que a música de Cabo Verde, que é tão conhecida fora de Cabo Verde, possa cada vez mais se inserir e estar presente em todo o universo da música”, sublinhou.

Para além dessas figuras, a cerimónia de abertura contou com a presença Sam Mbende, da Aliança Pan africana dos compositores e letristas, vários homens e mulher da cultura que integram a delegação da CIAM e a CECAF e os fazedores da cultura de Cabo Verde.