A escolha deste espaço “mais ideal e estratégico”, explicou o autarca, foi uma decisão acordada com os promotores, que estiveram este domingo, 04, na XXVI edição do Festival Sete é Sete Luas (FSSSL), que marca o 20º aniversário do certame em Cabo Verde (1998-2018) e que chegou nos dias 02 e 04 deste mês, pela primeira vez, a este município.

“Não queremos fazer parte desta rede apenas na sua parte musical. Nós estamos interessados naquilo que é divulgação da cultura cabo-verdiana, especialmente a de Santa Catarina em várias vertentes, não só a nível musical, mas também a nossa gastronomia, teatro, artesanato e entre outras”, afirmou José Alves Fernandes.

O autarca assegurou que a sua equipa está empenhada na materialização deste projeto [Centrum] nos “próximos tempos”, tendo em conta que o mesmo vai permitir que o concelho entre na rota de grandes eventos, sobretudo a nível internacional.

O Centrum Sete Sóis Sete Luas (CSSSL), que vai funcionar no antigo Pilourinho de Assomada, a ser transformado em Casa de Artes, vai albergar um restaurante para promover a gastronomia, sala de exposições, um espaço equipado com instrumentos musicais para ensaios da futura banda SSSL e ainda prevê-se no projeto duas residências artísticas.

A edilidade vê ainda na criação do Centrum e na adesão a esta Rede Cultural, da qual fazem parte mais cinco cidades cabo-verdianas, uma oportunidade para que os artistas locais à semelhança das outras urbes possam levar a cultura de Santa Catarina para outras ilhas e para fora do país.

Relativamente a esta primeira edição do FSSSL em Assomada, o edil santa-catarinense fez um balanço “positivo” do certame que fez subir ao palco artistas internacionais e talentos locais que, aliás, lembrou, foi o mesmo entendimento do público e a própria organização, através do diretor Marco Abbondanza.

Nesse sentido, a mesma fonte acredita que com a experiência já adquirida a segunda edição vai ser “muito mais forte”, tendo prometido a presença de mais artistas.

“É o início de um percurso, na área cultural é muito importante a continuidade, este foi um primeiro passo, muito bom, que vai permitir o crescimento progressivo do projeto e, também, agora com novos desafios”, disse Marco Abbondanza, referindo-se à abertura de um Centrum Sete Sóis Sete Luas em Assomada nos “próximos tempos”.

O Festival Sete Sóis Sete Luas é uma rede cultural de 30 cidades, de 11 países que privilegiam relações vivas e diretas com os pequenos centros e os artistas, uma viagem pelo mundo Mediterrâneo e pelo mundo lusófono, onde os artistas, os operadores culturais e os espetadores participam nas ações de mobilidade internacional.

Desde 2014, com o apoio da União Europeia, um “mais novo e ambicioso passo” foi dado com a criação dos Centrum Sete Sóis Sete Luas em vários municípios, albergando salas de exposições, restaurantes, lojas de produtos de artesanato e pátios culturais, mas, sobretudo, uma variedade de atividades culturais.

Cabo Verde alberga de momento cinco Centrum SSSL, nas ilhas Brava e maio, nos municípios da Ribeira Grande de Santo Antão, São Filipe (ilha do Fogo) e no Tarrafal de Santiago.

FM/ZS

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