O vereador da edilidade ribeira-grandense, Francisco Dias, que coordenou toda a organização da vigésima sétima edição deste festival, disse que as pessoas tiveram a oportunidade de assistir a um evento “de qualidade”, que custou “apenas dois mil contos, apesar da presença de grupos e artistas de dimensão internacional”.

Segundo Francisco Dias, o evento “perdeu” alguns músicos internacionais, mas a organização decidiu compensar essa “perda” com “artistas cabo-verdianos de renome”, radicados no estrangeiro, como Josslyn Medina (Portugal), Dino Oliveira (Holanda), Charbel (Portugal), mas também com interpretes santantonense já com alguma notoriedade, como Rodji e Anísio Rodrigues.

Conforme ainda a organização, o festival teve como propósito “incluir” jovens locais, que cantam os vários géneros da música, tendo destacado ainda a estreia da banda francesa Aywa e dos talentos do violino de São Vicente, além da presença dos grupos Azagua (Santiago) e Ecos da Montanha (Santo Antão), este, que desde 2005 tem estado a participar neste certame.

O público deu também nota positiva ao festival, considerando a edição deste ano como sendo “um dos melhores já realizados” em Ribeira Grande, tendo contribuído, para isso, a “grande qualidade do cartaz”.

Rodji, músico natural da Ribeira Grande, já com dois singles lançados, e com várias participações no festival Sete Sóis, Sete Luas, qualificou este evento como sendo “um dos momentos mais altos” da música de Santo Antão.

Com a sua interpretação de sucesso “Sintonton é Séb”, Rodji, que viaja, segunda-feira para Madagáscar, levando, através da música, a “vivencia” e a morabeza” do povo cabo-verdiano, pôs o público a dançar em pleno “terreiro” da cidade da Ribeira Grande.

Dino Oliveira, radicado na Holanda, presenteou as pessoas com músicas tradicionais constantes dos seus três discos já editados (Ped Semana, Xica e Galinha Txoca) e promete, em 2020, um novo trabalho discográfico.

Anísio Rodrigues, outro destaque do cartaz, encerrou o festival já por voltas das 07:00 deste domingo, com ritmos do Carnaval.

Segundo as autoridades policiais, o festival, que trouxe à Ribeira Grande “milhares” de pessoas, decorreu na tranquilidade, sem quaisquer incidentes que pudessem manchar o certame.

“Nada a assinalar, tudo decorreu na tranquilidade”, avançou à Inforpress o comandante da Esquadra da Polícia Nacional, em Ribeira Grande.

O festival, que tem trazido a Cabo Verde um misto de ritmos e artes do mediterrâneo e do mundo lusófono, é um projecto da rede cultural integrada por 30 cidades, distribuídas por dez países (Cabo Verde, Brasil, França, Itália, Marrocos, Espanha, Eslovénia, Croácia, Roménia e Tunísia).

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