O compositor, intérprete, instrumentista e produtor musical Ricardo Cabral, artisticamente conhecido por Ritchaz Cabral, fez neste mês de dezembro o lançamento do seu primeiro EP. O nome do trabalho é “Mal Famadu”.
Desde a adolescência esteve ligado à música. “O meu interesse pelo Funaná e Batuku vem desde a infância, ouvindo-os em casa com os meus pais (cabo-verdianos)”, explica o artista.
Ritchaz diz que o seu objetivo atual na música e na vida é “a afirmação da identidade africana, união e paz dos povos e a proliferação do amor e respeito entre todos”.
A trabalhar há já algum tempo neste primeiro EP, o artista lançou “Mal Famadu” neste mês de dezembro. O trabalho tem 8 faixas musicais com predominância para o Funaná e Batuko. São elas: "Um so Nason", "Kabalindadi" (ver single embaixo), "Mal Famadu" (dá nome ao EP), "Xansi", "Nu era dos", "Vamos", "Nu Djuda-l" e "Vivi na Boa".
As faixas, todas da autoria de Ritchaz Cabral, contam com a participação de alguns artistas cabo-verdianos como Tony Fika, Maicam Monteiro, Romeu di Lurdis, entre outros.
O EP deverá ficar disponível em formato digital, para venda online, bem como, numa edição limitada, “em algumas lojas em países onde existe uma forte presença cabo-verdiana."
Perfil
Filho de pais cabo-verdianos, Ricardo Cabral nasceu em Lisboa, Portugal, há 28 anos.
Ainda adolescente começou a dar os primeiros passos na música "através de gravações num velho gravador de cassetes do pai usando um microfone inventado e construído pelo próprio utilizando pequenas colunas modificadas".
Durante cinco anos, fez parte da dupla “Ritchaz Y Kéke” que apostava em sonoridades diversas como Kuduro, Kizomba, Techno, Reggae, Funaná e Hip-Hop.
Sempre manteve-se ligado à música. Durante três anos "integrou a banda de reggae luso United, sediada na Amadora, como teclista".
Paralelamente integrou diferentes projeto ligados à música.
Há cerca de dois anos, Ritchaz decidiu dedicar-se a uma carreira a solo para começar a preparar o seu primeiro EP que contou com a presença de vários artistas.
O jovem integra o grupo Skopeofonia, um projeto de investigação académica em Etnomusicologia da Universidade de Aveiro com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, que tem recolhido e analisado as práticas musicais no bairro da Cova da Moura na Amadora.
É também responsável pelo grupo de mulheres batucadeiras da Cova da Mora, em Lisboa, as “Finka Pé.
No entretanto, Ritchaz já lançou alguns singles como “Pa Libra-M” (Batuku) e “Ka Pursi” (Funaná).
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