O evento, uma iniciativa do artista, nasceu, segundo explicou, da necessidade de valorizar e enriquecer a agenda cultural comemorativa do dia 05 de Julho, Dia de Independência de Cabo Verde, envolvendo mais a comunidade e a classe artística.

“É um evento que sempre acontece a partir de uma sessão solene, na Assembleia Nacional, seguido de uma marcha na Avenida Cidade de Lisboa, onde normalmente será depositada uma coroa de flor na Estátua de Amílcar Cabral. São movimentos que não devem parar, mas penso que pelo valor desta data é preciso mais coisas” afirmou.

Neste sentido, disse que chamou o público e os artistas, que a seu ver, são a classe que tem a capacidade de transformar o país, para juntarem a voz e cantarem Cabo Verde.

A ideia de juntar no palco a jovem artista Cremilda Medina e o exímio tocador de gaita Bitori Nha Bibinha vai no sentido de cruzar duas gerações diferentes e com experiências diferentes no mundo da música, informou.

Já a homenagem ao antigo Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, e à cantadeira Nha Balila é uma forma encontrada para agradecer os “seus feitos”, cada um na sua área, para o desenvolvimento do país.

A anteceder a primeira gala “Voz da Liberdade”, acontece no dia 02 de Julho, na Biblioteca Nacional, uma conferência que visa unir teóricos, actores sociais e testemunhos do percurso da liberdade de Cabo Verde, para partilharem conhecimentos com os jovens.

Romeu di Lourdes sublinhou ainda que este evento é para continuar, uma vez que tem um “grande valor”, tanto do ponto de vista educativo, cultural e de preservação do legado dos antepassados.

A primeira gala “Voz da Liberdade” é organizada pela empresa Txabeta – Agência de Artes & Espectáculos, sob o lema: “pamodi muzika e liberdadi di korpu ku alma”.

Os bilhetes podem ser adquiridos por 1000 escudos e o valor será revertido a favor do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).