Segundo Ulisses Correia e Silva, que presidia a abertura da 23ª edição da Feira Internacional e Cabo Verde (FIC 2019), a elevação da morna a Património Imaterial da Humanidade vai ser um “grande acontecimento” para Cabo Verde e particularmente para São Vicente.

Por isso, sustentou que todos estão convocados para trabalhar, não só no plano de salvaguarda, que é necessário, mas também num grande plano de marketing, divulgação e aproveitamento de tudo o que a morna pode trazer para Cabo Verde e para a ilha, em “curiosidade, investigação e turismo” e de “grande palco” de música internacional.

Há uma semana o ministro da Cultura, Abraão Vicente, anunciara na sua página do Facebook que o comité técnico dos peritos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura  (UNESCO) aprovara o dossiê da morna a Património da Humanidade.

De acordo a mesma publicação do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas,  a decisão será ratificada em Dezembro, na Colômbia, mas a Nação “já pode celebrar porque a morna já é Património Imaterial da Humanidade.”

No entanto, fonte oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) disse, em entrevista à Lusa, que a classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade tem apenas uma indicação positiva prévia.

A decisão final pertence ao Comité Intergovernamental de salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade, um órgão independente que se vai reunir em Bogotá entre 8 e 14 de Dezembro de 2019, referiu hoje fonte oficial à Agência Lusa.

Apesar disso, a Unesco considerou, após quatro avaliações, que o dossiê da candidatura da morna a Património Cultural Imaterial da Humanidade está tecnicamente “bem elaborado” e cumpre os cinco critérios de avaliação.

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