O hurling, desporto nacional irlandês, a Tamborada, desfile de tambores em Espanha, que assinala momentos de celebração, em particular durante a Semana Santa, a romaria Zapopan, do México, as técnicas de olaria das mulheres da cidade de Sejnane, na Tunísia, e os presépios de Cracóvia estão entre as candidaturas hoje aprovadas para a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A estas juntam-se as danças "Mooba", na Zâmbia, "Mwinoghe", no Malawi, "Khon", da Tailândia, e as "As-Samer", da Jordânia, assim como o teatro tradicional do Sri Lanka "Rukada Natya", as máscaras e rituais japoneses Raiho-shi, e o canto da 'guzla' - canto acompanhado da Sérvia.

Passaram também a fazer parte do Património Cultural Imaterial da Humanidade as manifestações da Cultura Congo, no Panamá, a arte poética e musical Dondang Sayang, da Malásia, a luta tradicional "Chidaoba", da Geórgia, os rituais festivos dos criadores de cavalos, no Cazaquistão, e as exibições hípicas de Omã.

À lista, o comité da UNESCO juntou, igualmente, o sistema tradicional de controlo de avalanches, nos Alpes, numa candidatura conjunta da Áustria e da Suíça.

O Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) está reunido desde segunda-feira, nas Ilhas Maurícias, para avaliar, até sábado, 40 candidaturas a Património Mundial.

Destas candidaturas, foram já aprovadas as técnicas de construção de muros de pedra, em zonas rurais de Espanha, Croácia, Chipre, França, Grécia, Itália, Eslovénia e Suíça, as festividades de Las Parrandas, em Cuba, e a música vocal folclórica da Croácia.

A medicina tradicional tibetana, as técnicas de elaboração de perfumes de Grasse, em França, a festa de Budslau, de tradição mariana, na Bielorrússia, as lendas de Dede Qorqud, no Azerbaijão, Cazaquistão e Turquia, a tinturaria e impressão tradicionais, em azul indigo, na Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria e República Checa, e a colheita de carvalhinha e práticas medicinais a ela associadas, nos Montes de Ozren, na Bósnia-Herzegovina, foram também reconhecidas como património imaterial da UNESCO.

A proposta de inscrição da luta tradicional coreana "ssirum/ssireum", apresentada numa candidatura conjunta, inédita, pelas duas Coreias, foi a primeira aprovação do comité, na segunda-feira, na abertura da reunião.

A lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade reúne 399 tradições e conhecimentos, a que se juntarão as inscrições a fazer nesta sessão do Comité da UNESCO, na Maurícia.

Este ano, não há candidaturas de Portugal em análise. Há um ano, porém, a UNESCO classificou os bonecos de Estremoz. Antes tinham sido inscritos, nesta lista, o fado, em 2011, a dieta mediterrânica, em 2013, o cante alentejano em 2014, e a falcoaria portuguesa, em 2016.

O fabrico de chocalhos, em 2015, e o fabrico do barro preto de Bisalhães, em 2016, foram inscritos na lista de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

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