Orlando Garcia, de nome artístico Oudjí, é um jovem artistas praiense de 26 anos que, depois de vários anos a acompanhar vários artistas nacionais como ´back vocal’, lançou uma carreira a solo.

A sua história com a música começou ainda em criança no quintal da família. “Aos 6 anos gostava de ouvir as músicas de grupos como Cabo Verde Show, Livity e Tulipa Negra que o meu pai punha a tocar aos fins de semana. A partir daí, começou a despertar a paixão pela música. Fazia algumas performances no quintal da minha casa e os meus irmãos formavam a plateia”, conta com um sorriso estampado no rosto.

Em 2003, participou num concurso de música onde ficou em segundo lugar.

Entretanto, fez uma pausa no percurso musical e só em 2009, o amigo e também artista Henrique Ross o desafiou a integrar o seu grupo. Oudjí gostou da experiência.

“Fiquei surpreendido com a minha voz, uma vez que estava parado há muito tempo. Comecei a interessar-me mais pela música e a coloquei como prioridade”.

Mas foi em 2015 que Oudjí recomeçou a aposta na música e no ano seguinte começou a acompanhar vários artistas, como ´back vocal’, no mais diversos palcos da ilha de Santiago.

Hélio Batalha, Apollo G, Moura, Gilson Furtado, Edmar Last, Mito Kaskas, Trakinuz e Beto Dias são alguns dos artistas que o jovem já acompanhou em palco.

“Várias pessoas já me aconselharam a deixar a carreira como ‘back vocal’. Mas foi assim que ganhei experiência e consegui investir na minha carreira a solo. Quando comecei como ‘back vocal’ tinha apenas a melodia e não tinha nenhuma técnica. Posso dizer que a experiência enquanto ´back vocal’ é a base da minha carreira a solo”, conta e recorda que Edmar Last foi o primeiro artista que acompanhou em palco. “Foi um desafio”.

Oudjí é autor de duas mixtapes “DrinkNaNhaKopo” de 2016 e “DrinkNaNhaKopo2” de 2017.

Este ano, o músico lançou no mercado dois singles “Di Undi Nu Bem” e “Ot’Hora” e diz que até então o feedback tem sido positivo.

“Tudo indica um futuro brilhante daqui para a frente. Não tenho recebido feedbacks negativos, o que considero incrível. Apesar de não ter manager, a minha carreira a solo está a correr bem. Há muitos desafios, mas sou livre e posso fazer música da forma que desejo”.

Apesar de afirmar que não tem um estilo musical que o defina, Oudjí tem apostado em ritmos mais dançantes. “Antes estava mais focado no estilo R&B, mas agora sou um artista mais versátil. O single “Ot’Hora” é um Afro trap e "Di Undi Nu Bem" é um afro funk. Futuramente, pretendo apostar nos estilos cabo zouk, reggae e moombahton”.

Novo EP a caminho

O artista revelou ao SAPO, que está a preparar um novo trabalho discográfico previsto ainda para este ano. “Estou a trabalhar num EP que será composto por 7 faixas e estou a fazer tudo para o lançar ainda este ano”.

Uma das ambições do jovem é fazer uma colaboração com o músico Appolo G. “Gosto do seu estilo e da sua forma de cantar. Já partilhei o palco com ele enquanto ‘back vocal’, mas gostava de fazer uma colaboração com ele”.

Questionado sobre como vê a música no arquipélago, Oudjí diz que está num bom caminho.

“Antigamente, existia um certo preconceito a cerca dos artistas nacionais em fazer fusão da música tradicional com estilos internacionais. Agora, somos mais livres para criar a nossa arte e temos mais produtores. A morna, coladeira, (…) estão a ganhar outra forma e isso é bom. Hoje em dias as coisas estão mais fáceis e isso é bom para a música”.

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