O conjunto musical “Os Tubarões” vai actuar no próximo dia 29 de Maio em Lisboa, Portugal, no Festival Rotas & Rituais, no âmbito das comemorações dos 40 anos da independência dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).
A informação avançada à Inforpress por Mário Bettencourt, um dos elementos do grupo, adiantando que o espectáculo vai acontecer no Palácio São Jorge em Lisboa, na sequência do festival que decorre de 22 a 29 de Maio na capital portuguesa.
Mário Bettencourt avançou, no entanto, que o grupo está reunido para fazer estes dois espectáculos, não garantindo se este “regresso” é para continuar.
Em relação à participação no Festival da Gamboa, Mário Bettencourt disse que não vão apresentar nada de novo, apenas aquilo que o grupo fez ao longo do tempo e que levou as pessoas a reconhecerem a música deles.
A música “Labanta braço, grita bô liberdade”, do salense Alcides Évora, serve de mote para as comemorações dos 40 anos das independências dos PALOP neste festival, que vai contar com as participações de cantores de todos os países da comunidade.
O grupo “Os Tubarões” é um dos convidados da 23ª edição do Festival da Gamboa que vai apadrinhar o regresso após, mais de uma década depois do desaparecimento de Ildo Lobo, que morreu em Outubro de 2004, e mais de 20 anos após o fim da carreira do grupo.
Para estas duas actuações o grupo vai integrar Jorge Pimpa, Albertino Évora, Zeca Couto e Diego, um jovem pianista que vai fazer dupla com Zeca Coutou.
“Os Tubarões” foi um grupo que marcou a música do Cabo Verde independente, desde 5 de Julho de 1975, até 1994, ano do fim do conjunto.
Após a separação do grupo, Ildo Lobo fez carreia a solo, tendo gravado três discos, Nôs Morna (1996), Intelectual (2001) e Incondicional (2004), que saiu depois da sua morte.
O grupo editou oito discos de mornas, coladeiras e funanás durantes os 18 anos de existência, entre os quais, “Pepe Lopi” (1976), Tchon di Morgado (1976), “Djonsinho Cabral” (1979), “Tabanca” (1980), “Tema para dois” (1982), “Os Tubarões” (1990), “Os Tubarões ao Vivo” (1993) e “Porton d’nôs ilha (1994)”.
Comentários