A digressão, durante a qual a Orquestra também promoverá oficinas e apresentará o livro ‘A orquestra na baleia’ – de Mário João Alves (texto) e Dina Sachse (ilustração), editado pela OCC –, integra-se nas comemorações do Dia Nacional da Morna no arquipélago, que é assinalado pela primeira vez em 03 de dezembro, refere a OCC, numa nota enviada à agência Lusa.

A morna, “género musical que mais identifica o povo cabo-verdiano” e constitui “um símbolo nacional” é candidata a Património Imaterial da Humanidade.

A Orquestra desloca ao arquipélago, designadamente às ilhas do maio e de Santiago, um ensemble de cordas e o solista e autor Mário João Alves, “numa parceria com o Ministério da Cultura de Cabo Verde, a vereação da Cultura da Ilha do maio e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago”.

Com esta digressão, que termina com um concerto, no dia 08 de dezembro, no Auditório do Centro Cultural Português, na Cidade Velha (ilha de Santiago), que é Património da Humanidade, a OCC dá “continuidade aos projetos em parceria com Cabo Verde”, essencialmente através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, sublinha a mesma nota.

A Orquestra tem protagonizado, desde 2014, uma “verdadeira diplomacia cultural” com Cabo Verde, que tem “incluído deslocações ao país com atividades pedagógicas, ‘workshops’ de formação, conferências e concertos”.

Além disso, a OCC tem um protocolo com o Centro de Estudos da Morna, para “divulgação deste género musical como património cultural da lusofonia”, no âmbito do qual gravou o CD ‘Viagens no imaginário da morna’, com obras do compositor Vasco Martins, e editou um livro sobre Cesária Évora, de Vasco Martins e Tchalé Figueira.

Nas suas deslocações a Cabo Verde, a Orquestra tem tido a preocupação de “divulgar o gosto pela música erudita”, em colaboração com diversas entidades, entre as quais delegações locais do Instituto Camões e instituições públicas e privadas, salienta a presidente da OCC, Emília Martins, citada na mesma nota.

“O contacto com culturas diferentes é um fator importante na construção de uma cultura cada vez mais global, sendo a música, como linguagem universal, um instrumento privilegiado nessa mesma construção e divulgação”, sustenta Emília Martins, destacando que “este intercâmbio cultural só se tornou possível com o financiamento obtido este ano da Direção Geral das Artes”.

A Orquestra Clássica do Centro conta, por outro lado, com o apoio institucional da Câmara Municipal de Coimbra.