O Orfeão da Praia organiza sexta-feira, na Biblioteca Nacional, na Cidade da Praia, um fórum sob o lema “A morna na sociedade cabo-verdiana”, visando contribuir para o processo da elevação da morna a património imaterial da humanidade.
Segundo a presidente do grupo, Filomena Federico Delegado, o fórum vai recolher subsídios que serão encaminhados ao Ministério da Cultura para se juntar ao processo de candidatura de património.
Serão desenvolvidos quatro temas: “Os Aspectos evolutivos da Morna: A priorização e as principiais reformas”, “Morna Hoje: Novos caminhos ou preservação do passado”, “Traços documentais da Morna no seu processo de consolidação como ícone da cultura cabo-verdiana” e “Morna um chamado de longe (testemunho)”.
Após o encontro, está prevista uma tarde de morna, que será completada com a realização de uma noite de mornas no sábado, 28, na Assembleia Nacional.
A morna é um género musical de Cabo Verde, tradicionalmente tocado com instrumentos acústicos, e que reflecte a realidade insular do povo, o romantismo dos seus trovadores e o amor que os cabo-verdianos nutrem pela sua terra.
O Orfeão da Praia (OP), criado em 2008, resultou da vontade de um conjunto de pessoas em fazer ressurgir o grupo de 1975, dando origem a um novo colectivo, com estatuto de associação, que se abriu à participação de outras pessoas.
O OP integra 64 pessoas, com idades compreendidas entre os 27 e os 75 anos, distribuídas por quatro vozes. São profissionais nos mais diversos ramos e dedicam-se ao canto apenas pelo prazer que isso lhes aporta, como lazer.
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