Abraão Vicente, que é também presidente da Comissão Nacional da Unesco (CNU), fez esta afirmação, a partir de Bogotá, Colômbia, depois de ter sido parabenizado pela Unesco pelo facto de a morna já ser reconhecida como património mundial.

Durante a 14ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, os 24 países presentes aprovaram sem nenhuma objecção o dossiê de candidatura da morna.

Num discurso de quase dois minutos, Abraão Vicente agradeceu, em nome do povo cabo-verdiano e do Governo, à Unesco por todo o apoio dado para a consagração da morna como Património Cultural e Imaterial da Humanidade.

“Hoje, o meu país celebra, o meu pequeno país, formando por 10 ilhas no meio do Atlântico, meio milhão de habitantes residentes e um milhão de habitantes em todo o mundo, o meu país celebra a inscrição da sua alma como parte da humanidade”, enalteceu.

O governante agradeceu ainda todos os ‘expert’ e toda a comunidade por este reconhecimento, que considerou ser o “vínculo emocional mais importante” do povo e da nação de Cabo Verde.

Abraão Vicente terminou o seu discurso convidando Nancy Viera e o músico/compositor Manel de Candinho para brindar os presentes na sala com uma morna, uma forma do povo cabo-verdiano agradecer pela elevação da sua cultura e das suas raízes.

A delegação chefiada por Abraão Vicente é formada pelo presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Hamilton Jair Fernandes, a secretária executiva da CNU, Carla Palavra, e a coordenadora do dossiê de candidatura da morna, Sandra Mascarenhas.

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