Abraão Vicente fez esta afirmação em conferência de imprensa para fazer o balanço da sua desolação a Paris, França, onde discursou na 40ª Conferência Geral da Unesco, participou no Fórum dos Ministros da Cultura e manteve encontros com diversas entidades responsáveis pelos assuntos da cultura, património, educação, entre outras áreas.

Depois dos encontros mantidos em Paris, Abraão Vicente disse não ter “dúvida nenhuma” de que a morna será Património Imaterial da Humanidade.

“Esta foi uma candidatura em que nós não tivemos uma comissão de honra, não apresentamos publicamente um comité científico, porque formalizamos, nós cumprimos as formalidades através da instituição competente, através da direcção técnica competente, contratualizamos uma assessoria internacional para ter todas as garantias”, declarou.

Garantiu que nunca houve tanta intensidade neste processo, visto que entregou pessoalmente o dossiê em Paris para demonstrar a importância desse acto e para não deixar na mão de um sistema democrático nacional, isto é, que o dossiê fosse entregue através do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Fui a Paris e fiz todos os encontros que a diplomacia cabo-verdiana poderia ter feito e vou pessoalmente à Colômbia exactamente para garantir. Isso tudo para dar a ideia e para garantir que a morna vai ser, mas eu não tenho dúvida de que vai acontecer e infelizmente os que criaram ruídos vão ter de parabenizar não o Governo, mas o próprio país”, assegurou.

Abraão Vicente acredita que a concretização da morna a Património da Humanidade vai ser um momento de “muita festa” para o país, sobretudo porque Cabo Verde foi parabenizado pela equipa técnica que recebeu o dossiê.

Cabo Verde apresentou em Março de 2018 a candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade, cuja decisão pública deverá ser conhecida entre 09 e 14 de Dezembro, em Bogotá, Colômbia, durante a reunião do Comité do Património Cultural Imaterial da Unesco.

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