Em conferência de imprensa, esta manhã, de lançamento para o certame desta noite, na Praça Luís de Camões, Mayra Andrade adiantou que vai dar a conhecer ao público as novas melodias da sua mais recente discografia, associado a algumas “âncoras” de músicas reconhecidas, muito embora reconheça que as pessoas adoptaram as novas canções, compiladas do “Manga”, sem muita estranheza.

A artista considera ser “sempre agradável” para o público “reencontrar-se com alguma das canções mais antigas”, tendo classificado de “muito importante poder estar presente no Kriol Jazz Festival Praia”, no qual já tinha participado em 2012 e do qual enalteceu o nível da qualidade de programação e da sua técnica.

“É extremamente importante para mim cantar na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Espero vir a ter mais oportunidades de cantar em Santiago, mas também nas outras ilhas. Espero que ainda este ano vir mais vezes fazer concertos cá”, afirmou.

O disco “Manga” saiu em fevereiro e a tournée começou em Outubro, mas Mayra Andrade não tem dúvida que “será o concerto mais importante desde o inicio desta digressão” promocional, revelando mesmo ser “tão importante cantar” na sua cidade, razão pela qual disse ser necessária “gerir uma dose de stress extra”.

Mayra Andrade, que se define “simplesmente” como uma africana, revelou que “Manga” congrega sons da música africana moderna do continente, marcado por “misturas de cores radiantes e dançantes, batidas de veludo e melodias apimentadas”.

Originária da ilha de Santiago, Mayra Andrade, que nasceu em Cuba, teve um crescimento no Senegal, Angola, Alemanha e Cabo Verde, vai fechar a edição 2019 do KJF. A artista vai ter como suporte a banda com a qual gravou “Manga”, que a mesma identifica como “um disco muito solar, que bebe as suas influências” nas sonoridades da África do Oeste.

Especificou que o disco tem fortes predominância do “Afro beat”, hoje em dia muito produzido em países como Nigéria e Gana com saídas pelo mundo inteiro, mas que tem Cabo Verde, numa forma diferente, pois que Mayra compôs oito das 12 músicas deste álbum, com o qual pretende inaugurar uma fase nova da sua carreira.

“É uma fase em que estou mais ligada a este som contemporâneo. É um disco da emancipação para mim, que me ofereceu uma maior liberdade”, elucidou Mayra Andrade, que já conta com quatro discos no mercado, convicto de que doravante as “pessoas vão associar Cabo Verde a um som mais moderno e mais contemporâneo.

A anteceder o encerramento do “Kriol Jazz Festival’2019”, o palco abre para actuações do músico Lucky Peterson, um norte-americano que toca blues contemporâneo, fundindo soul, R&B, gospel e rock and roll e tido com exímio executante do violão e teclados.

Este deixa o palco para shows de “Rouvgaiverde”, do músico Tiloun das ilhas Reunião, em plena promoção da sua discografia “Konfidans”, da Elida Almeida, ao qual se segue Stanley Clarke, dos EUA, um compositor de jazz, funk, rock, pop e R&B muito conhecido pelo seu trabalho inovador no contrabaixo, no baixo eléctrico, e pelas suas apresentações na televisão.