parte da primeira plataforma digital de música cabo-verdiana, a Muska, desenvolvida pela empresa Bonako.

Com essa declaração, os artistas cabo-verdianos estarão protegidos e garantem para além da divulgação, a remuneração pela audição das suas músicas nesse streaming.

Segundo Solange Cesarovna, esse processo de declaração de obras não é apenas para novos trabalhos, mas como esse processo não foi feito antes em Cabo Verde é necessário fazer uma retrospectiva.

Neste sentido, informou, depois do registo nessa plataforma, cada artista está a ter o seu tempo para organizar o seu espólio antes de depositar na SCM, pois há artistas com mais de 30 anos de carreira.

É o caso de Manu Lima que, revelou, este mês fez a entrega de mais de 300 obras e ainda tem mais obras para declarar, pois só no grupo Cabo Verde Show acumula 40 anos de carreira, e ainda compôs músicas para vários autores e grupos. Tem igualmente trabalhado como produtor.

No caso de criadores que não conseguirem encontrar as letras originais, ou os seus álbuns, ou mesmo as suas músicas disponibilizadas em vinil, Solange Cesarovna informou que podem fazer a entrega em ficheiro de MP3.

“Se pressupomos que podemos entregar desde os trabalhos que fizemos em vinil e que neste momento nem o músico tem isto em arquivo, mas pode ter em Mp3 e os próprios álbuns muito tempo depois às vezes podem estar esgotados no mercado, e o criador tem um exemplar que guarda de memória, então ele pode entregar essas mesmas obras em formato electrónico apenas para alimentar o sistema”, informou.

Essa plataforma, indicou, fica sempre online para que os autores e músicos, que já têm uma conta, possam inscrever as suas novas obras.

Em relação à diáspora ou mesmo para os artistas que estão nas ilhas e não têm como deslocar-se à sede da SCM, informou que vão a partir de 2019 dar assistência online, disponibilizando um técnico que vai lhes ajudar a fazer a declaração das suas obras nesta plataforma.