null

“Herança” já percorreu alguns países da Europa desde o seu lançamento e chegou agora a Cabo Verde. Depois do concerto na última sexta-feira no JotaMont, Mindelo, foi a vez de a capital receber, de ouvidos bem abertos, os temas que compõem este que é o sexto trabalho da cantora.

O concerto aconteceu este sábado, 14, no Auditório Nacional que encheu-se para receber Lura.

Perto das 21h30, Cardoso da Silva, apresentador de serviço, subiu ao palco para fazer as honras da casa e dar as boas-vindas ao público ansioso para que o show começasse. Ainda antes disso, as atenções dirigiram-se para Enrique Alhinho que provocou muitas gargalhadas com o Stand-up Comedy.

Cardoso da Silva prometeu, a abrir, um espectáculo “vibrante” e Lura cumpriu. Com uma energia contagiante e crescente, desfolhou temas de “Herança” mas também alguns clássicos que não podem faltar nos seus concertos.

Acompanhada por Ivan Medina, Toy Vieira (produtor do disco), Tierry Fanfan de Guadalupe e Valentine Figueiredo, começou por interpretar “Di Undi Kim Bem”, tema da autoria de Abraão Vicente.

Ao fim da segunda música, Lura pediu à plateia um minuto de silêncio pelas vítimas dos últimos atentados em Paris.

“Estou muito contente por poder apresentar este disco”, expressou em palco, explicando que quis ir mais fundo na busca da sua caboverdianidade, fazendo apelos à consciência social e enaltecendo a força das mulheres.

Lembrou Cesária Évora, falou de Mário Lúcio que assina cinco temas do novo álbum, de Naná Vasconcelos que colaborou na faixa “Herança”, das mulheres cabo-verdianas que são “uma inspiração incrível”, de “Sema Lopi”, o artista e o tema com o mesmo nome, que sempre sonhou interpretar e do público que é o seu “combustível”.

“Este trabalho foi bastante pensado … passei por uma fase de amadurecimento. Tive três anos a recolher temas”, contou.

Durante o concerto de mais de uma hora, Lura foi cativando os presentes que não pouparam nos aplausos, por vezes de pé, a cada interpretação, ao balançar das ancas no batuco, à dança e até aos assobios, ao som da música, da cantora.

Já perto do fim, quando todos pensavam que “Goré” seria o último tema, Lura voltou ao palco do Auditório Nacional para interpretar, à capela, o clássico “Nha Vida”, “Na Ri Na” e, aí sim a fechar, “Sabi di Más” de sua autoria e que dedicou ao pai.

Lura apresenta “Herança” no próximo dia 18 no Cine-teatro ASA na ilha do Sal.

As fotos do concerto

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.