A organização divulgou hoje, dia 22, o cartaz da 11ª edição do Kriol Jazz Festival (KJF) que é composto na sua maioria por artistas da lusofonia. Zeca Pagodinho (Brasil), Cuca Roseta (Portugal), Mayra Andrade, Tito Paris e Elida Almeida são alguns dos nomes que vão atuar no festival.

“É o primeiro ano que o cartaz está tão lusófono. Não foi de propósito”, diz Djô da Silva, da Harmonia, em conferência de imprensa realizada hoje na cidade da Praia.

O KJF arranca no dia 06 de abril com o habitual Zona Kriol que este ano acontece na Zona de Vila Nova. Os grupos cabo-verdianos Azagua, Trakinuz e Bulimundo e o artista brasileiro Rincon Sapiência vão atuar nesse dia, cuja entrada é gratuita.

“Este ano 15 artistas cabo-verdianos inscreveram-se no projeto e foram selecionados dois, dos quais agregamos artistas/grupos consagrados. Pela primeira vez estamos a trazer um artista de fora”, afirma a mesma fonte.

Relançar os Simentera

No dia 11 de abril, acontece a abertura do Kriol Jazz Festival na Pracinha da Escola Grande, no Plateau, com os artistas Cuca Roseta (Portugal) e Mário Lúcio & Simentera (Cabo Verde).

“A intenção é relançar o grupo Simentera. O KJF vai ser o palco onde o grupo vai relançar, certamente, uma carreira internacional”, afirma o responsável da organização.

Já o brasileiro Zeca Pagodinho é o artista que vai abrir o segundo dia do KJF. A organização do festival alerta as pessoas que a atuação de Zeca Pagodinho será pontualmente às 20h00.

“Vão ser 21 pessoas em palco e é impossível colocá-las noutro horário. A exigência do músico é que o show comece às 20h00”.

Segue-se o Tito Paris que vai apresentar o seu disco “Mi ê Bô” ao público praiense.

De seguida, sobe ao palco o projeto “D’Alma Lusa” composto pelos artistas lusófonos Karyna Gomes (Guiné-Bissau), Anabela Aya (Angola), Roberta Campos (Brasil), Mirri Lobo (Cabo Verde), Otis (Moçambique) e Cuca Roseta (Portugal).

“A ideia é convidar artistas e músicos de diferentes países lusófonos a virem para a cidade da Praia criar um show onde a fusão cultural entre Cabo Verde e os seus países vizinhos é notável. Vamos colocá-los numa residência artísticas durante vários dias”, explica Djô da Silva.

O encerramento do KJF 2019 está a cargo da banda cubana El Comité, que vai lançar no início do mês de março um novo disco. Do mesmo dia, consta ainda a atuação do lendário músico americano de blues Lucky Peterson, do projeto KriolKréol (formado por Elida Almeida e Tiloun das ilhas Reunião), de Mayra Andrade, que vai apresentar o seu novo disco “Manga” e de Stanley Clarke (EUA).

Segundo a organização do KJF, o KriolKréol é um projeto inédito do festival realizado em parceria com a SACEM, cujo objetivo é promover a música de inspiração crioula.

“O show de Elida Almeida e Tiloun pode vir a resultar em algo excepcional”.

Pedro Rodrigues e Daniel Rendall, os homenageados

A 11ª edição do Kriol Jazz Festival está orçada em 29 mil contos e vai homenagear os compositores Pedro Rodrigues e Daniel Rendall.

É de realçar que os dias 12 e 13 de abril têm entrada paga de 2000$00/dia.

No âmbito do Kriol Jazz, o brasileiro Zeca Pagodinho irá igualmente atuar, no 14 de abril, na ilha de São Vicente.

A Pracinha da Escola Grande, o palco “mágico” do KJF

Questionado sobre o local da realização do festival, Djô da Silva explica que a mágica do Kriol Jazz Festival está na Pracinha da Escola Grande, no Plateau.

“Sou músico, criador de ambiente e não um vendedor de bilhetes. Esta pracinha tem uma mágica que não quero perder e todos os artistas que passam por lá saem contentes. A valorização do KJF está na Pracinha”.

Por sua vez, o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Praia, António Lodes da Silva disse que a Pracinha da Escola Grande é o rosto do festival.

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