A 6ª edição do Atlantic Music Expo arrancou esta segunda-feira, 16, e, paralelamente às atividades musicais, acontece a feira do AME na Praça Alexandre Albuquerque, no Plateau.

À semelhança dos anos anteriores, a Praça central do Plateau foi decorada com stands que trazem um pouco do que se faz nas ilhas, a nível gastronómico e no artesanato. A feira conta também com as participações de algumas delegações estrangeiras.

Este ano, com a saída do ministério da Cultura da organização do certame, a feira esteve em risco. Mas a Câmara Municipal da Praia, CMP, e a nova organização assumiram a realização partilhada desta que é, para muitos expositores “um espaço de excelência para divulgação e venda de produtos”.

“Nos anos anteriores, estivemos envolvidos mas apenas a nível logístico. Este ano, estamos ligados diretamente à realização da feira, principalmente, no que toca à participação dos municípios”, esclarece o diretor da cultura da CMP, Ivan Santos.

Embora se note a ausência de algumas das câmaras do país, como a de São Vicente e as de S. Antão, Ivan Santos considera que houve alguma evolução já que alguns dos municípios optaram por ter stands duplos como forma de ampliar o espaço de exposição.

“Outro ponto a ter em conta é o facto de incluírem nas suas montras elementos da música local, o que de melhor se faz na música em cada município. Isso mostra que têm consciência da importância da feira da música. Mesmo que os seus artistas não estejam na programação oficial dos DayCases ou ShowCases, eles trazem portefólios ou CDs para divulgação”, explica.

Aliás, para dar oportunidade a mais artistas, a feira conta com um palco para atuação de músicos dos municípios presentes na feira. “São cinco atuações por dia, cerca de 30 minutos para cada atuação e é mais uma oportunidade para divulgarem os seus artistas”.

Artesão Beto Diogo: “É uma montra que não podemos falhar”

Para os expositores presentes, a feira é uma oportunidade única para divulgar os seus produtos e para a troca de experiências.

“AME é um evento único pelo intercâmbio de artistas de várias identidades e é gratificante”, afirma José Augusto, artesão da ilha do Fogo.

Beto Diogo, também artesão mas de São Vicente, reconhece, igualmente, a importância do certame mas lamenta a diminuição de expositores que se tem registado.

“Pela minha experiência, e participo na feira desde a primeira edição, acho que de um ano para cá a tendência é diminuir em termos de estrutura e até em relação à dinâmica. Não sei se, se deve à nova política adotada mas sempre vale a pena estar cá”, diz o artesão.

Ivan Santos também reconhece a diminuição de participantes, mas garante que a nível nacional a procura aumentou. “De uma forma geral, a participação é boa. Teve alguma diminuição da participação de delegações internacionais mas acho que foi compensada com delegações grandes como a do Canadá e da China que vieram com negócios e contactos pré-estabelecidos”.

“Serão três dias de laboratório onde estarão em contacto com artistas nacionais e, isso, penso que compensa”, acrescenta.

O diretor da cultura diz que é notória a evolução da feira e acredita que vale a pena continuar nos moldes agora estabelecidos.

"O AME, como disse e bem o seu diretor Gugas Veiga, é um desígnio nacional e esta ou qualquer outra gestão da câmara Municipal da Praia deve reconhece-lo como um desígnio municipal e por isso acho que câmara deve sempre abraçar este projeto”, termina.

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