Em declarações à Inforpress, a coordenadora nacional do programa BA-Cultura Indira Lima, que considerou a ilha do Maio um exemplo e onde nasceu a ideia de distribuir os instrumentos musicais a todas as escolas a nível nacional, disse que esta ideia partiu na altura da deslocação à ilha, em 2019, durante a qual encontraram crianças a tocar instrumentos feitos de forma artesanal.

“Encontramos crianças que demonstravam que tinham interesse e queriam fazer alguma coisa para aprender, porque tocavam instrumentos feitos de forma artesanal, como latas e papelões, daí é que nasceu a ideia de distribuição a nível nacional”, fez saber.

Aquela responsável salientou, ainda, que o objectivo do programa é incutir nas crianças e nos jovens o pensamento de “educar para com a cultura” e, com isso, alargar o horizonte do homem do amanhã com uma bagagem mais sólido e com vontade de crescer.

Para tal, acrescentou, estão a levar este programa um pouco por todo o país, sendo que tem havido muita procura por parte de novas escolas, e que até ao momento, já beneficiaram cerca 2.400 crianças, mas que no horizonte 2020/30, almejam alcançar o maior número possível de crianças e jovens cabo-verdianos.

Por seu lado, o representante da associação Cadjetinha, Emanuel Almeida, que também foi uma das contempladas, notou que os instrumentos chegaram em boa hora, visto que o objectivo daquela agremiação é proporcionar as crianças do bairro com o mesmo nome e não só, a alternativa de ocuparem o tempo com algo criativo, neste particular, com a música, lembrando que também trabalham na parte desportiva.

O nosso entrevistado disse ainda que devido a pandemia, não conseguiram implementar todo o programa que tinham previsto, nomeadamente aula de guitarra, mas garantiu que assim que as condições estejam reunidas, vão reiniciar as suas actividades e com mais oferta, graças ao instrumento que receberam.

“Trabalho neste momento com vinte crianças no programa BA-Cultura, mas todas as crianças que aproximam da nossa escola e que têm demonstrado interesse em aprender algo, acabamos por aceita-las”, frisou, lembrando que inicialmente trabalharam a parte da percussão, o que lhes permitiu criar uma pequena banda.

WN/DR
Inforpress/Fim

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