O rapper Hélio Batalha vai lançar em meados do próximo mês de fevereiro “Ana”, um EP de hip hop e música urbana em homenagem à mãe.

O EP será composto por seis temas que retratam a realidade das mulheres cabo-verdianas. “Este trabalho retrata a angústia, o sucesso, a alegria e a tristeza das crioulas”, diz em entrevista ao SAPO.

O artista natural da cidade da Praia revela que as músicas “Rabidanti” e “Nha ultimo karta”, ambas lançadas em dezembro passado, vão fazer parte deste novo trabalho que será concluído no início deste ano.

“No início de 2018, lancei três singles que não saíram em nenhum formato físico e agora optei por agrega-los em “Ana”. “Nada ka é impossível”, “Wuauuu” e “Ka ta da” vão sair com uma nova roupagem”.

Hélio Batalha revela ainda que a última música do EP vai ser num estilo diferente e fala de alegria. “Quero provocar um sentimento diferente nos meus fâs e espero que eles gostem. O meu propósito é falar de luta, sacrifício, saudades, decepções amorosas, mas também falar de alegria e de um final feliz”.

Em “Ana” o rapper contou com a participação especial da cantora guineense, radicada em Cabo Verde, Fattú Djakité e de outro artista cujo nome ainda Hélio Batalha prefere não revelar.De acordo com o rapper, 80 por cento de “Ana” já foi revelado e o feedback tem sido positivo. “Espero que com o EP completo e com a nova roupagem nas músicas antigas, os meus fãs possam senti-lo”.

No que tange à agenda de concertos, Hélio Batalha vai marcar presença nesta sexta-feira, 11, no Festival Nhu Santo Amaro, em Tarrafal de Santiago.

Com mais de 11 anos no mundo da música, o rapper, formado em Serviço Social, diz que nota uma evolução no seu trabalho, ano após ano.

Em 2015, lançava o single "Oh ki fomi txiga", ‘um tema com uma forte crítica social, fez disparar o sucesso do artista’. No ano seguinte, venceu o primeiro Artista Revelação.