Aconteceu na noite desta quinta-feira, dia 11, o encerramento da VII do Atlantic Music Expo (AME). O evento que estava a decorrer desde de segunda-feira, 8, tem espalhado o ritmo dos quatro cantos do Mundo na capital com palcos entre a Rua Pedonal e a Praça Luís Camões. O encerramento do AME e noite de autores, SACEM, deram lugar à abertura oficial da XI edição do Kriol Jazz Festival.

Os showcases arrancaram por volta das 18:30, na Rua Pedonal com a atuação de Beth & Patrícia Carvalho, mãe e filha cabo-verdianas que agitaram o público com o seu estilo ritmado.

“É muito bom poder atuar no AME 2019, visto que é uma porta bem grande para várias oportunidades. É uma pena que os meios financeiros muitas vezes não facilitam o que queremos mas, mesmo assim fico contente em saber que o nosso projeto foi aprovado e conseguimos recordar o público os valores dos tempos antigos, visto que é e continua a ser grandes memórias”, disse no final Beth Carvalho em declarações ao SAPO.

De seguida, houve uma pequena mudança de espaço com o público a dirigir-se para a Praça Luís Camões para uma grande noite Sacem.

Por volta das 19:00 horas subiu ao palco a cantora Mariama acompanhada pela sua banda. A jovem apresentou ao público o seu último trabalho “Love, Sweat and Tears” e deixou delicadamente as emoções invadirem o espaço.

Novamente para a Rua Pedonal por volta das 19:50, subiu ao palco o cantor Tiloun e banda vindos diretamente da ilha da Reunião e animaram o público com a sua performance no palco usando diferentes instrumentos musicais.

Por volta das 20:30, o público dirigiu-se novamente para a Pracinha onde ficou ansiosamente a aguardar a chegada de Elida Almeida.

“Foi espetacular, é sempre bom estar em casa e cantar para um público onde o feedback tem sido sempre positivo (…) Como me disseram ainda há pouco, não dá para comparar esta banda com a de quatro anos. É com o AME que tudo começou, sendo assim apelo a todos para que continuem com o evento que tem trazido maior visibilidade para a música cabo-verdiana”.

De novo na Rua Pedonal, o músico Miroca Paris deu lugar ao seu show individual. O artista que já andou pelo mundo com a Diva dos pés descalços, Cesária Évora, deixou o público a pedir por mais com a apresentação do seu álbum “D’alma”.

“O balanço tem sido muito positivo. O AME tem sido uma oportunidade para vários artistas. Agradeço muito pela participação e acabo por concluir que é sempre bom poder estar presente para apoiar o evento que envolve sobretudo a música por exemplo, como toco diferentes instrumentos daqui a pouco vou estar no Kriol Jazz, tocando com a Cuca Roseta, e isso me deixa feliz em poder contribuir de alguma forma para. Acho que todos deviam apoiar este intercâmbio cultural”, assegurou Miroca Paris

A terminar a noite na Pracinha, subiu ao palco o cantor Bong Eziwe, que veio diretamente do Sul de África. Com músicas tradicionais do seu país e com um estilo folk, o cantor mostrou estar seguro durante a sua atuação no palco por quase uma hora e chamou a atenção do público com as suas músicas que invocam muito “o poder da espiritualidade”.

“Conseguimos chegar à meta desejada”

Por volta das 22:30, chegou ao fim a sétima edição do AME 2019 e segundo o diretor-geral do evento, Gugas Veiga, o balanço até agora tem sido super positivo. “ É a realização de um sonho”

“Os anos vão passando e a experiência tem sido cada vez melhor. Este ano temos uma adesão maior de tudo que envolve o AME. Foram alguns meses de preparação e acho que conseguimos chegar à meta desejada, pois até agora os músicos e a produção têm corrido bem. Estamos felizes por cumprir sobretudo a hora que é o forte de muitas atividades que envolvem a música com diferentes artistas. Sendo assim penso que vai continuar”, afirmou o responsável em jeito de balanço.

Do AME para o Kriol Jazz Festival

Como tem sido habitual, o encerramento do AME deu lugar à abertura oficial do Kriol Jazz Festival. O evento se encontra dividido em diferentes momentos e com artistas de diferentes nacionalidades, começou na sexta-feira passada, dia 6, na Zona Kriol que aconteceu na Vila Nova e que contou com a atuação de diferentes artistas como Trakinuz, Azágua, Bulimundo e Rincon Sapiência.

Os homenageados deste ano são Pedro Cardoso e Daniel Rendall, dois compositores da música cabo-verdiana.

A fadista portuguesa Cuca Roseta e Mário Lúcio e a banda Simentera fizeram a abertura oficial do festival na Praça Luís Camões.

O mentor do certame, José (Djô) da Silva, mostrou-se satisfeito com o ritmo desta XI edição que está ainda a começar.

“Está a correr tudo muito bem e o meu desejo é que daqui para amanhã todos os bilhetes se esgotem. Temos grandes talentos e artistas de diferentes lugares. A experiência tem sido cada vez mais marcante e espero que continue assim até ao fim das actividades”.

créditos: Djamila Brito/ estagiária

Djamila Brito (estagiária)

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