Com 28 anos de carreira musical, marcados por várias discografias que têm inscrito o seu nome na lista dos premiados com discos de prata, ouro e platina, com sucessos como “Separadu”, “Verdadi”, “Bodona”, “Nos Líder” e “Dedicason, Gil Semedo, que se define como “um eterno criador”, manifestou neste exclusivo à Inforpress o seu apreço “por esta grande iniciativa” em defesa e promoção dos direitos dos autores nas ilhas.

“Sempre fui um criador e compositor apaixonado das minhas próprias composições. Penso que mais do que ser importante para os criadores, este reconhecimento torna-se imprescindível para o país, já que vai contribuir, com grandeza, para a elevação da música cabo-verdiana”, explicou o artista nascido em Chã de Tanque, (Santa Catarina de Santiago) e que emigrou-se na tenra idade para as terras de tulipas.

De acordo com o autor de “Nós líder”, uma das suas composições que se tornou praticamente como a sua imagem de marca, “finalmente as autoridades cabo-verdianas” despertaram em defesa e preservação de um dos seus melhores patrimónios, num país cuja música por si só representa a sua vasta cultura.

Neste capítulo, afirmou que “mais do que um incentivo extra”, o reconhecimento aos criadores poderá servir de um fortificante para os artistas, sobretudo os criadores, afirmando mesmo que enquanto fonte inspiradores, os compositores precisam de sobrevirem.

“Para mim, é muito bom. Estou contente e louvo e muito o trabalho que a Sociedade Cabo-verdiana de Música, a SCM, tem vindo a fazer na promoção e reconhecimento dos direitos autorais”, afirmou Gil Semedo, que se orgulha de ser um dos mais novos membros da Sociedade Cabo-verdiana de Música.

Depois de ter lançado o single “Dje Natal”, em finais de 2018, álbum no qual a música e vídeo foram gravados na Holanda, numa coprodução com o agrupamento crioulo “Rabassa”, também residente neste país europeu, Cabo Verde espera pelas últimas novidades deste artista.

Aos 43 anos continua a ser considerado um dos artistas lusófonos com maior sucesso, pois que só da sua conta pessoal já vendeu mais de um milhão de discos, razão pela qual é considerado pelos fãs como o “show man” da música pop cabo-verdiana, para além de continuar a ser dos artistas que mais espetadores conseguem levar aos espetáculos.

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