A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo presidente da SOCA, Daniel Spínola, tendo explicado que esta iniciativa que tinha como objectivo estimular a divulgação da música tradicional cabo-verdiana, neste caso, a Morna, e incentivar o aparecimento de novos talentos, através da realização deste concurso, teve apenas a parceria do Instituto do Património Cultural e da Associação Nacional dos Municípios.

Conforme avançou, por acreditar que este evento é de “grande interesse” para o país, numa altura em que a morna aguarda a decisão da sua proclamação a património da Humanidade, a organização estava expectante que poderia mobilizar patrocínio junto das empresas no país, facto que não aconteceu.

“O concurso teria um custo à volta de mais de três mil contos uma vez que envolvia todos os municípios e teria seis fases e isso é impensável se não tivermos patrocinador e de facto a comissão reuniu-se várias vezes, fez todo o trabalho de sensibilização e de pedidos para patrocínio para as empresas, mas não conseguiu o montante projectado”, avançou.

Daniel Spínola acredita que esta gala, aprazada para 01 de Fevereiro de 2020 na Assembleia Nacional, na Cidade da Praia, por ocasião de mais um aniversário da SOCA, poderá ser o pontapé de saída para um concurso no próximo ano e com menos custo.

O evento em apreço, indicou, será uma homenagem ao conhecido intérprete Djozinha e contará com representação de vários artistas de todas as ilhas e de jovens a cantar Morna.

Entretanto, para esta terça-feira, Dia Nacional da Morna, está agendada uma palestra sobre a morna no auditório da Universidade de Cabo Verde, em parceria com o Instituto do Património Cultural.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.