Fábio Ramos que venceu agora em 2019 este concurso, que tem lançado várias vozes a nível nacional, tanto antigamente, como agora com um novo formato, considera a morna como o seu perfil e espera levá-la “até onde conseguir”.

O jovem artista assegurou que já tinha esta ideia de morna como sua “base para agarrar” mesmo antes do género ser consagrado como Património Cultural Imaterial da Humanidade, mas, agora “mais do que nunca”.

“Para nós cabo-verdianos, que tocamos e fazemos morna, ela parece fácil, mas não, é um estilo bastante complicado e tem muitos pormenores para pessoas que a ouvem de fora e a querem tocar”, acredita o cantor, para quem é o cabo-verdiano que “dá a essência e coloca aquilo de sangue e acaba por fazer aquilo que a morna é”.

Fábio Ramos venceu as edições do Todo Mundo Canta regional de São Vicente, mas também o nacional, que contou com a participação de quase todas as ilhas. Este concurso que, asseverou, fez “realçar a vontade que tinha de cantar morna e a música cabo-verdiana”.

“Ela é nossa base, nossa raiz e se pegarmos nela e fazer como deve ser, dá os resultados que, queremos”, lançou o cantor natural de São Nicolau e residente há alguns anos em São Vicente e que gostaria de olhar mais jovens colegas a seguir este legado “para não a deixar morrer”.

E é neste sentido que Fábio Ramos também promove nesta sexta-feira, 20, um concerto denominado “Obrigado Soncent”, que disse ser de agradecimento a todos que “têm estado a seguir o seu trabalho e dado apoio e força”, desde a participação no TMC até agora.

Aliás, reiterou, foi a partir deste concurso, que disse ter sido uma “experiência única e onde aprendeu muita coisa”, que começou a ser visto de uma outra forma, tanto em São Vicente como noutras ilhas de Cabo Verde”.

Estas pessoas, que conta agradecer com o concerto na Casa da Morna, no Mindelo, e com um repertório, conforme a mesma fonte “70 por cento de música cabo-verdiana”, mas também de música internacional e que vai mostrar um pouco quem é Fábio Ramos, tido como um jovem cantor “bem versátil”.

Para isso, ajuntou, contará com a ajuda de convidados como Bau, Jorge Sousa e Tito Paris, músicos com quem tem convivido nestes últimos tempos.

Entretanto, como projectos futuros, Fábio Ramos disse ter na gaveta “várias composições” de música cabo-verdiana e outras, que está “à espera de uma oportunidade para as lançar”, concretizou o artista, cujos primeiros passos na música foram dados, aos 16 anos, num grupo de hip hop da zona de Madeiralzinho, em São Vicente.

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