Joceline Dos Santos ou Djocy Santos, natural de São Vicente, radicada na Holanda, foi uma das artistas que atuou no segundo DayCase do AME 2018. Um show que encheu de boas vibrações o quintal do Palácio da Cultura Ildo Lobo.

Djocy Santos iniciou a sua carreira no coro do grupo Young Livity e foi ali que conheceu o baixista Nuny Matias com quem, em 2015, embarcou na aventura de uma carreia a solo.

Nuny Matias e Djocy Santos criaram a banda que hoje acompanha a cantora. Pela primeira vez, trouxeram a Cabo Verde o projeto 'Djocy Santos' e mostraram-se muito satisfeitos com o feedback do público presente no DayCase.

“O show foi muito bom, sabe bem cantar em casa ainda mais quando a tua música é apreciada. É um trabalho de uma vida e ver o reconhecimento é muito bom”, afirma Djocy Santos.

Era visível a satisfação das várias pessoas que assistiam ao show no quintal do Palácio da Cultura. Com a sua proposta musical, recheada de ritmos tradicionais e com um toque de world music, Djocy foi muito aplaudida.

A atuação no AME é uma porta para o mundo, diz a artista. “Espero que a partir daqui consiga pisar palcos do mundo inteiro porque o que gostamos mesmo é de estar em palco. É a melhor forma de transmitirmos a nossa música. O EP é um passaporte mas o palco é a nossa missão”, afirma Djocy Santos.

"O que queremos é viver da música"

A cantora atuou também em São Vicente no início deste mês e para Nuny a reação do público foi surpreendente. “Acompanharam em coro a letra do single ‘Bem ma nos’ e muitos reconheceram a Djocy na rua, fiquei mesmo muito orgulhoso”.

“Bem ma nos”, uma homenagem à ilha que a viu nascer, São Vicente, foi o primeiro single a solo da cantora, lançado em junho de 2017. E em dezembro do mesmo ano, apresentou o seu primeiro EP, intitulado “Mulher” que contem seis temas cantados tanto em português como em crioulo.

“Eu e o Nuny já começamos a escrever novas músicas para o nosso álbum, mas vai demorar algum tempo porque tem de ser perfeito e espero que gostem porque o que queremos é viver da música”, avança a artista.

Nuny Matias fez questão de frisar que esta caminhada só é possível “com o apoio de vários artistas e amigos que de uma forma ou de outra trazem mais-valias ao projeto como o Paulo Bouwman, Danilo Tavares, Toy Vieira, Toto Nascimento, Carlos Cardoso e tantos outros”.

“Vivemos fora de Cabo Verde e acabamos por ter influência de outros ritmos mas a nossa base é a música tradicional. Damos-lhe o nosso toque especial como forma de ter a nossa identidade e é isso que queremos transmitir”, diz.

Por agora, o objetivo, garantem, é divulgar o EP “Mulher” e quando regressarem a Holanda vão trabalhar no novo projeto, o álbum.

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