Quase quarenta anos depois de gravar a sua primeira obra discográfica, um LP, “Raízes“, ainda na época do vinil, o compositor e vocalista do mítico agrupamento musical “Kings”, está agora no mercado com este novo álbum intitulado “Dany Mariano”.

Composto por 10 composições, algumas das quais inéditas que se juntaram a outras das suas “emblemáticas melodias”, desta feita, com uma nova roupagem, Dany Mariano gaba-se em entrevista à Inforpress de ter sido o compositor do primeiro funaná feito  no crioulo vertente de São Vicente, denominado “Mulata…”, composto em 1993 e só agora dado a estampa.

“Fiz um trabalho futurista. Pus no meu CD o que eu penso e o que eu sinto sobre a música de Cabo Verde. É um CD ao meu estilo, porque não gosto de ser repetitivo e sequer igual aos outros. Não dei um nome específico a este álbum, porque não quis fazer diferença às minhas composições”, especificou este artista referenciado como um dos símbolos da música tradicional cabo-verdiana.

Lançado em finais de 2018, o álbum “Dany Mariano”, por sinal o primeiro CD deste artista, foi gravado entre os Estados Unidos da América, onde se fez a masterização, São Vicente e confecionado em Espanha.

O compositor de “Ondas de Bo Corpo” enaltece a forma como a Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) vem trabalhando “com muito mérito”, que tudo caminha para que a justiça venha a ser feita, sobretudo junto dos criadores.

O autor de temas que marcaram várias gerações, como “Mi é Dodu na Bó Cabo Verde”, “Sundy”, de entre muitas outros, alerta a todos os músicos, entre cantores, compositores a produtores, a se inscreverem em massa na SCM “como a única sociedade que vai dar garantia aos músicos em Cabo Verde”, com o argumento que esta instituição já tem firmado protocolo com as grandes sociedades mundiais.

“Para se proceder a uma distribuição certa, correta, temos de estar conectados com as outras sociedades mundiais. Agora, está-se a precisar de um ‘software’ para agilizar esta conexão. Só assim os direitos vão ser distribuídos corretos, cada um vai receber o que de facto merece”, explicou Dany Mariano.

Instado porque gravar o seu segundo álbum a solo, praticamente 40 anos do lançamento do seu primeiro trabalho discográfico, gravado há 37 anos com artistas como Paulino Vieira, Tey Santos, Bebeto e Mariano, disse que foi apenas por opção, mas que está determinado em retirar-se do mercado discográfico.

Orgulha-se de ter já composto pouco mais de 30 músicas que, “graças a Deus têm feito sucessos”, realçando, que muita gente é convencida que tem composto “muito mais.

Disse que tem trabalhado, sobretudo nos géneros cabo-verdianos, com incidência pela morna, mas ao seu estilo, “de uma forma universal”, intitulada “morna canção” por Manel d’Novas, dada a forma como executa este ritmo cabo-verdiano.

Este último CD, asseverou, tem uma melodia inédita denominada “Nha Amiga” em que entrou com a letra, e mítico Manel d’Novas com a música, o segundo trabalho parcial destes dois artistas, porquanto em tempos idos compuseram “Vida tem um só vida”, gravada por “artistas de eleição” como Cesária Évora, Mirri Lobo e Albertino Évora.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.