A vencedora da “Melhor Morna nos CVMA’2018”, com a música “Sonho dum Criola”, da autoria de Morgadinho, do álbum “Folclore”, enalteceu o contributo da SCM, organização da qual é membro, no reconhecimento dos direitos autorais e conexos, “como forma de atribuir o mérito aos compositores”.

“Eu sou intérprete, mas para poder cantar há que ter quem componha. Por isto, sendo intérprete, quando canto qualquer melodia, tenho por dever atribuir o mérito aos compositores, tanto da letra como instrumental”, explicou, para admitir que “é devido pagar os autores pelos seus direitos”.

Medina disse não ter dúvidas de que este gesto de louvor “incentiva qualquer criador a inscrever as suas músicas junto da sociedade vocacionada, tanto no país como no estrangeiro, de forma a serem ressarcidos pelas suas obras”, pelo que exortou “a todos os cantores, sobretudo cabo-verdianos, no sentido de respeitarem os direitos autorais”.

Neste particular, lançou um repto a todos os amantes da música de interiorizarem uma política de aquisição de cds ou músicas via Net, evitando qualquer plágio, ou outras formas de pirataria, para que “ haja quem, efetivamente, possa viver exclusivamente da música”.

Com dois álbuns no mercado, “Raio de Sol”, editado em 2016, e “Folclore”, em 2017, Cremilda Medina manifestou à Inforpress o seu orgulho de ter celebrado a passagem do ano na Cidade da Praia, alegando ser um orgulho partilhar a sua música com o público de forma a transmitir “paz, orgulho, carinho e amor”.

Depois de ter fechado 2018 com o seu concerto no Plateau, em “Homenagem à Morna e à Mulher”, durante a Noite Branca, a cantora sanvicentina tem já agendado uma digressão no início de maio, em Providence, nos Estados Unidos da América, juntamente com Tito Paris.

Cremilda, que se tem destacada na interpretação da morna, de entre outros ritmos tradicionais cabo-verdianos, disse que está com expectativa elevada quanto ao triunfo da candidatura da morna a património Imaterial da Humanidade, junto da Unesco.

“Estou confiante com esta nossa distinção. É merecida, é mérito. A morna é a alma do povo cabo-verdiano e traduz Cabo Verde e a cada cidadão destas ilhas, tanto na felicidade como na tristeza. É uma característica nata, nossa”, ressalvou.

Em abril último, Cremilda Medina foi distinguida pela International Portuguese Music Awards (IPM), nos Estados Unidos da América, com o prémio “Best World Music”, com a música “Divôrce Um’ Ca Ta Sená”, de Manuel d’Novas.