Um dos promotores do evento, Helder Cardoso, explicou à Inforpress que a iniciativa surgiu durante a transmissão de um vídeo ao vivo nas redes sociais, feita pelo seu primo Alector Cardoso, através da qual houve debates sobre o que podem fazer paras as pessoas das suas localidades.

“O nome “Kintalona” vem de quintal, um espaço de casa  que era muito usado antigamente em Santa Cruz para se promover bailes conjuntos”, demonstrou, salientando que a ideia combina com uma das medidas de prevenção da covid-19, que é ficar em casa.

Tendo em conta que Santa Cruz é conhecido pela sua riqueza cultural, esses jovens decidiram criar um grupo  nas redes sociais para debaterem a melhor forma de organizar o festival, começando por convidar “artistas da casa”.

“Organizamos o festival para angariar fundos e, posteriormente, enviar o dinheiro para os jovens adquirirem produtos da primeira necessidade para distribuir às famílias mais necessitadas”, demonstrou.

Para a identificação das famílias carenciadas e distribuição dos produtos a organização conta com a colaboração da Associação Comunitária de Jovens Santiaguenses e Firma Penedon.

“Além dos artistas da casa, resolvemos convidar outros artistas, com a ajuda de Elida Almeida”, revelou, acrescentando os músicos aderiram prontamente, o que considera ser um sucesso, uma vez já estão com um “cartaz recheado de atracões diferentes”.

Thairo Kosta, Elida Almeida, Legemea, Yuru, SOS MUCCI, Hélio Batalha, Dino de Santiago e Loony Johnson são alguns dos nomes que compõem o cartaz.

De 07 a 12 de Maio os “live shows” acontecem a partir das 18:00 de Cabo Verde e a ideia da organização é promover diariamente a actuação de seis artistas.

Com isso, a organização quer mobilizar pelo menos cinco mil euros, equivalente a cerca de 550 mil escudos, através da plataforma Gofundme, para ajudar as famílias mais carenciadas de Santa Cruz.

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