Esta dádiva do original do “I feel free in Algerie”, (Eu me sinto livre em Argélia) foi formalizada em Argélia pelo músico e compositor Lamine Bechici, durante um dos dois concertos desta artista cabo-verdiana neste território da Magrebe, onde deverá regressar em fevereiro de 2019, para interpretar aquela música em árabe.

“Eu me senti completamente emocionada, porque não estava à espera e aquele momento tocou-me imensamente. Sinto a emoção até agora”, sintetizou Cesarovna, ao relatar a forma como este categorizado compositor entregou-lhe esta verdadeira esta obra-prima, mal ela tinha terminado a sua atuação

Em relação ao espetáculo, cuja banda foi liderada pelo maestro Manuel de Candinho, Solange disse ter sido momento de partilha da música de Cabo Verde, e que teve a morna como seu prato principal, sem descurar a presença de outros géneros da música tradicional destas ilhas e de músicas emblemáticas desta cantora sul-africana que marcou a sua geração, a Miriam Makeba.

À Inforpress afiançou que o espetáculo realizado por ocasião do anúncio do vencedor da primeira edição do Prémio Internacional da Criatividade Artística “Miriam Makeba” foi marcado por um momento íntimo, alegando que, para além de partilha da música genuína de Cabo Verde, houve “explosão de emoções” de uma comunicação da música de Cabo Verde com a que a própria Makeba cantava.

Isto porque, atestou, o concerto evidenciou uma união à volta dos valores nobres da criatividade e dos da promoção cultural ao nível do continente africano.

A cantora sublinhou que os concertos foram “contagiantes”, destacando que a força da comunicação da música transcende as fronteiras para provocar emoção num país árabe, neste caso.

Cesarovna, que abrilhantou a conferência “Pensar a Morna em Si”, em celebração ao primeiro Dia Internacional da Morna, considerou de emocionante este marco para todos que adoram este género musical cabo-verdiano, enquanto símbolo nacional e que consegue transmitir a alma do povo cabo-verdiano.

Considerou a institucionalização do Dia Nacional da Morna como de grande relevância, já que homenageia o “grande patrono do Dia Nacional da Morna, o compositor e músico B.Leza.

Para a cantora, é um desafio que o Dia 03 de dezembro, dia do nascimento de Francisco Xavier, leva a todos a mergulhar, cada vez mais, na história desta figura.

Considera ser este um momento para uma reflexão sobre a música tradicional de Cabo Verde, na sua dimensão morna e fazer deste marco uma verdadeira partilha entre as gerações, já que permite, segundo disse, às novas gerações conhecer melhor os compositores e a grande obra-prima de B.Leza e dos grandes compositores cabo-verdianos.