Em declarações à Inforpress, o dirigente da associação salientou que o lançamento do trabalho discográfico no âmbito do projeto “Canta Djabraba, Nós Morna Nós Raiz”, feito no passado mês de Agosto, foi precisamente para promover este género da música tradicional cabo-verdiana.

“Nós fizemos o CD precisamente para suportar o projecto da morna ser Património Imaterial da Humanidade, até porque, na capa do CD, há mesmo uma declaração por escrito, de que estávamos a fazer o trabalho para este fim”, realçou o responsável.

Dave Barros adiantou ainda que “não foi pura coincidência” ter feito um trabalho “exclusivamente” com mornas, explicando que o objectivo é lançar um trabalho todos os anos, constituído somente por mornas.

“Elevar a morna à categoria de património imaterial da humanidade é a melhor notícia que poderíamos aguardar. Para nós, é algo inédito, porque a morna é um traço da cultura cabo-verdiana que nos identifica como um povo crioulo que somos”, disse Dave Barros, acrescentando que isto foi uma “reafirmação da nossa identidade”.

Sobre o projecto, a mesma fonte considerou que está a ter uma óptima repercussão, tendo sido divulgado em Portugal, Cabo Verde e Estados Unidos.

Em Portugal, informou que na semana da cultura, foi eleito pela RTP África como sendo o CD da semana, e nos Estados Unidos, na semana passada uma das mornas foi atribuído o prémio de melhor morna do ano.

Para dar continuidade ao projecto, adiantou que em forja um novo trabalho para ser divulgado em 2020, mas o artista, que garantiu ser de “nome” o grupo que vai gravar este trabalho, não avançou mais pormenores.

Além do lançamento do CD, Dave Barros acentuou que tem feito vários concertos em diversos estados da América do Norte, levando sempre a morna.

O CD, constituído por dez faixas musicais, conta com a participação da cantora Assol Garcia, do director musical Kim Alves e do guitarrista Djick D´Oliveira

A associação, sediada nos Estados Unidos da América, surgiu em 1987 e no início apoiavam a ilha em aspectos sociais, mas nos últimos anos tem-se enveredado pelo lado cultural.

A Morna foi quarta-feira esta tarde oficialmente classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com a aprovação do dossiê, em Bogotá (Colômbia), durante a reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

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