Após regressar de um tour no Brasil, entre 10 e 26 de dezembro último, o grupo tinha agendado uma nova digressão pela Europa de 15 de janeiro a 14 de fevereiro, com shows previstos em Lisboa, Cascais, Porto (Portugal), Vigo e Madrid (Espanha), Toulouse, Paris e Nice (França) e em Bruxelas.

Ainda, “Trakinuz” já tinha contactos para a realização de novos shows no Luxemburgo.

Entretanto, no passado dia 15, o grupo recebeu a reposta e, para a surpresa do artista, o pedido lhes foi negado, pois, segundo o documento, “não foram apresentadas justificativas que provassem o objetivo da viagem e as condições de estadia”.

Segundo Jailson Correia, esta justificação não corresponde a verdade, pois no dia 03, altura em que entrou com o pedido, apresentou todos os documentos exigidos, mormente carta de convite, extrato bancário, declaração artística do Ministério da Cultura, reserva de hotel, reserva de passagem ida e volta e seguro de viagem.

Ainda ajuntou, para certificar, foi apresentado um portefólio com todas as informações do artista, nomeadamente biografia, canais oficiais, notas de imprensa e links das redes sociais.

“Na carta de convite está escrito o motivo da viagem, que era um “tour” para o lançamento do E.P “Sonhu ta kontinua vivo” e a entidade promotora assumiu na carta a responsabilidade com as questões de logística, estadia e alimentação e até reserva de hotel”, explicou.

Inconformado com a situação, Jailson Correia disse à Inforpress que não vai desistir do objetivo de levar “Sonhu ta Kontinua vivo” para os palcos internacionais, pois é um sonho que o grupo tem estado a construir dia após dia, com “esforço e sacrifício”.

Jailson Correia informou que vai entrar com o pedido de revogação. Entretanto, pede as autoridades que tomem medidas rápidas com vista a solucionar o problema de mobilidade dos artistas a nível internacional.

A Inforpress tentou obter uma reação junto do Centro Comum de Vistos, que é gerido por Portugal, mas até ao momento não foi possível.