Este interregno que Carmen Silva pretende fazer nas suas lides musicais no Mindelo, em princípio, deverá ser de apenas dois anos, tempo estipulado para fazer um mestrado em Sistemas de informação, em Bragança, Portugal.

Por isso, será sim um “até já”, até porque, como a mesma disse, “quem é de São Vicente não consegue ficar muito tempo longe desta terra”, declara entre risos, na entrevista concedida à Agência Inforpress.

Entretanto, cogitando, quem sabe, voltar para o Carnaval, em que se apresenta como uma das vozes que sempre acompanharam Constantino Cardoso, a cantora agora pensa em outros projectos de vida, uma vez que viver só de música em Cabo Verde é “muito difícil”.

“Todos os cantores e músicos gostariam de viver disso, mas são poucos que o conseguem fazer, nós ficamos só a sonhar”, declarou Carmen Silva, que disse ter sido “descoberta”, aos 16 anos, pelos amigos do “Abiotic Worms”, banda de rock de São Vicente de já foi vocalista, quando em casa o irmão a mandava calar sempre que tentava algumas notas.

Contudo, conforme a mesma fonte, as apresentações nas noites mindelenses vieram mais tarde, em 2011, primeiro na “Casa D´Ajinha”,  de Kiki Lima,  e depois com o Hernany Moreira, no Hotel Porto Grande.

Desde ali nunca mais parou, embora ainda não tenha feito nenhum trabalho a solo, mas que é,  assegurou, “um sonho” que guarda pra daqui alguns anos.

“Pode ser daqui a um ano, ou daqui a dois anos, ainda não sei, porque gravar um trabalho está mais fácil, mas não está mais barato”, lançou, adiantando que já tem alguns inéditos para gravar oferecidos por compositores cabo-verdianos.

Também até tem uma “maquete” para um single com gravação iniciada, mas que ainda não o lançou por acreditar que ainda “falta alguma coisa nele”.

“Já me disseram para fazer o seu lançamento, mas ainda estou pensando, até porque acredito que eu mesma tenho muito que aprender”, afiançou, reflectindo sobre a possibilidade de também fazer algum estudo musical neste período de estada em Portugal, se o mestrado lhe permitir.

Desta forma, Carmen Silva pretende aprimorar neste ramo da música, que descreve como sendo o seu “quinto membro” e uma “paixão” que já não vive sem ela, mas ainda sem um “estilo definido” como sendo seu.

“Gosto do tradicional, do rock, soul e blues, mas ainda preciso encontrar a minha identidade”, explicou a artista, que já acostumou os sanvicentinos com todos estes tipos de interpretações, principalmente em eventos realizados pela Serenata Produções, que tem à frente o Kicas Silva.

A mesma produtora que organiza, neste sábado, um “grande concerto”, em jeito de sua despedida e que junta num só palco, num dos hotéis da cidade do Mindelo, 14 vozes, entre os quais Constantino Cardoso, Edson Oliveira, Jorge Sousa, Duda Teixeira, Leonel Almeida, Gai Dias, Eliana Rosa, Nadine Silva e vários outros artistas.

Um espectáculo que Carmen Silva disse a deixar “muito lisonjeada” e com “saudades” das noites mindelenses, a que só vai colocar uma “pausa” para “voltar já, já”.

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