Nascido em São Tome e Príncipe, filho de pai cabo-verdiano e mãe santomense, José Herculano Conceição, usa o nome artístico Loy JTD, que segundo o artista é uma homenagem à família: ao Loy, uma alcunha que lhe foi dada pelo pai, acresce o JTD, onde o “J” simboliza a letra inicial do seu nome, “T” representa a do seu pai Toy e “D” da sua avó Domingas.

Loy cresceu em Cabo Verde, mais concretamente na ilha de São Nicolau, a terra do pai, na zona Povoada, no interior da ilha. Conta que o vínculo com a música começou no seio da família e recorda a presença de instrumentos musicais em casa.

“O meu pai tocava violão e lembro-me quando tinha 12 anos comecei a pegar na guitarra e queria aprender nem que fosse o básico”.

Mais tarde, com 16 anos, decidiu começar a cantar e deixar um pouco a guitarra. “Tive a oportunidade de participar no concurso ‘Todo Mundo Canta’, que foi realizado na Ribeira Brava, em que tive o privilégio de chegar às meias-finais, o que serviu como uma aprendizagem e permitiu abrir novos horizontes”.

Segundo Loy, depois desta experiência começou a encarrar a música com mais seriedade.  E foi assim que quando aos 17 anos viajou para Portugal para fazer os estudos, a música continuou presente na sua vida.

“Em Portugal, fazia parte do grupo “Voz das Ilhas” que era composto por jovens de diferentes ilhas de Cabo Verde, mas com o tempo o grupo desfez-se e depois tive a oportunidade de integrar um outro grupo que se chamava “Surpresa”, e foi uma boa experiência”.

De acordo com cantor, foi em 2014 que lançou o seu primeiro CD intitulado “Dam bo Love”. Do álbum fazem parte temas como ‘Nós mente fala’ e ‘Baby nta Admite’.

Dois anos mais tarde, Loy lançou mais um projeto musical intitulado ‘Nos Verão’ em parceria com o artista santomense Juka.

Entretanto, o artista lançou em 2017 um CD/DVD denominado “Amor Inseparável”, com 14 faixas e seis videoclips.

Mais recentemente, no passado mês de dezembro, o cantor lançou nas plataformas digitais o seu mais novo single intitulado “Amor de Verão”, um single da sua autoria, cujo videoclip conta com a produção do cantor cabo-verdiano Gilson Furtado Pro (GFPro).

Loy diz que se sente feliz após o lançamento do seu mais recente trabalho e que o feedback tem sido positivo. “Espero que continue”.

Para além de Juka, o cantor já colaborou com artistas cabo-verdianos como Jorge Neto, Mito Kaskas e Sakis di Praia.

O artista que atualmente reside na Suíça, assume que não tem um estilo musical que o identifique, mas gosta de cantar Zouk, Kizomba e entre outros. O mesmo realça que as suas músicas são mais ligadas ao amor, um sentimento que o cativa. Entretanto, Loy revela que não descarta os estilos tradicionais.

“Já cantei uma morna intitulada ‘Txoru di Tristeza’, em homenagem ao meu pai que faleceu e eu não pude me despedir dele. Uma música muito especial e com muito sentimento”. Este tema faz parte do seu segundo trabalho.

O artista revela que quando recebeu notícia de que a morna foi proclamada Património Cultural Imaterial da Humanidade deu um ‘grito de alegria’, porque há muito que morna merecia esse reconhecimento. “Futuramente mais mornas virão. Temos que louvar a nossa morna”, diz orgulhoso.

O músico confessa que admira os artistas como Gil Semedo, Jorge Neto e Beto Dias, salientando que a música cabo-verdiana tem história e que cada vez mais surgem novos talentos.

“Hoje a nossa música está no topo, já com a nossa morna foi reconhecida internacionalmente e espero que os outros estilos tradicionais atinjam esse patamar, visto que todos contribuíram para a evolução da música que temos hoje”.

Não obstante, o artista que já teve o privilégio de dividir o palco com o Jorge Neto, deixa mensagem de força e recuperação para o cantor que se encontra numa situação de saúde complicada.

O artista que já atuou em vários países da Europa como Holanda, Suíça, Espanha, França, Bélgica, Itália e Portugal anuncia para breve mais um single. Em fevereiro, já tem show agendado em Madrid, Espanha.

Edna da Veiga/Estagiária

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