Em conferência de imprensa realizada esta manhã na Cidade da Praia, a presidente da Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) manifestou a “sua honra e orgulho” pela adesão na referida organização, sublinhar se tratar de um facto muito importante “que promete abrir muitas portas” para o engrandecimento de Cabo Verde a nível da música e de muitas oportunidades para a comunidade artística.

O Conselho Internacional da Música, (IMC, sigla inglesa), segundo explicou a presidente da SCM, Solange Cesarovna, “tem a missão desenvolver sectores sustentáveis da música em todo o mundo, criar consciência sobre o valor da música, tornar a música importante em toda a sociedade, assim como defender os direitos básicos da música em todos os países”.

Explicou que o IMC foca a sua actuação na promoção dos cinco direitos considerados essenciais à escala global, nomeadamente “expressar-se musicalmente com toda a liberdade; aprender linguagens e capacidades musicais; terem direito ao acesso ao envolvimento através da participação, audição, criação e informação” no quadro do direito a todas as crianças e adultos.

O desenvolvimento das capacidades artísticas e comunicação através de todos os meios com facilidades à disposição dos músicos e a obtenção do justo reconhecimento e justa remuneração pelos seus trabalhos engrossam a actuação do IMC, com abrangência na rúbrica Direito de Todos os Músicos.

Fundado em 1949, o Conselho Internacional de Música afigura-se como o parceiro oficial da UNESCO para a linha da música, conta actualmente com 150 países em todos os continentes, estando representado por um Conselho Regional de Música em cada uma das cinco regiões, designadamente África, Américas, Ásia-Pacífico, Europa e Mundo Árabe.

Estas regiões têm a missão de contribuir e desenvolver programas regionais e apoiar actividades especificamente adaptadas às necessidades dos membros e parceiros desta organização na região, sendo que a SCM está integrada directamente no Conselho Africano do Conselho Internacional da Música, com a sua sede em Brazzaville (no Congo).

Cabo Verde fundamentou a sua candidatura baseada no justo reconhecimento e justa remuneração pelo trabalho dos músicos, durante o VI Fórum Mundial da Música organizado pelo IMC na sede da UNESCO em Paris, onde partilhou todo o trabalho que tem vindo a desenvolver em prol da garantia e da defesa dos direitos autorais e conexos.

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