Composto por seis jovens, o Azágua, conforme avançou à Inforpress um dos mentores do grupo, Dieg Gomes, almeja criar um “movimento musical” para ter espaço no mercado e colocar uma “música diferente e com uma mensagem positiva”.

“Tal como acontece com a chuva, o nosso Azágua é um movimento e um momento de esperança, para este período de seca que vivemos agora, em que as pessoas fazem música para vender e não fazem aquilo que realmente querem”, lançou este cantor e instrumentista, que refere assim aos “tranka fulias” que têm sido tocados nas rádios e televisões, e que só levam “lixo”.

Deste modo, através de quatro vozes de “características e experiências diferentes”, Dieg Gomes (voz e teclado), Fattú Djakité (voz e percussão), Alberto Koenig (voz e guitarra), Nelly Cruz (voz e baixo) completos por Ndu Carlos (bateria) e Djodje Almeida (guitarra) procuram trazer à baila expressões como “Valorizá”, ”Diferente”, Nôs Amizade” e outros que a juventude, acreditam, precisa “interiorizar” nos dias de hoje.

Por outro lado, como explicou a guineense Fattú Djakité, mas há muitos anos a viver em Cabo Verde, procuram resgatar a ligação com estes dois países irmãos, que se perdeu “um bocado”.

“A nossa música, que funde o tradicional e o eletrónico, tem influências do mundo, mas sem perder as raízes de Cabo Verde e da Guiné, que são dois países que devem estar juntos, tal como foi o pensamento de Cabral”, asseverou Fattú Djakité, para quem o Azágua, através de “muito trabalho”, pretende criar um “novo conceito” para a música cabo-verdiana.

Já deram o primeiro passo, segundo ela, com os primeiros shows no Kriol Jazz Festival, na Cidade da Praia, depois em São Vicente no festival da juventude, agora em abril, e agora esperam “colher os frutos” com o álbum, que se encontra neste momento na fase de pós-produção.

Conforme ajuntou, também trabalham sobre o videoclipe, que está prestes a sair, mas consideram estar o “maior potencial” do grupo no palco.

“Cada vez que fizermos um show, queremos que seja mais rico, porque não queremos fazer sempre as mesmas coisas, mas sim continuar a trabalhar e a criar”, garantiu Fattú Djakité, acreditando ser possível fazer shows e ganhar dinheiro “fazendo boas músicas”.

De acordo com a cantora, pretendem fazer chegar esta mensagem ao maior número de jovens através de palestras e encontros, que estão neste momento estão a promover com alunos e que desejam levar a todas escolas do país.

“Tem espaço para toda gente e nós queremos o nosso e com a nossa música contribuir para o desenvolvimento de nossa sociedade”, assegurou, apelando aos artistas a fazerem “músicas “genuínas” e que promovam os valores sociais.

Algo que no caso do Azágua, di-lo Fattú, já está a ter uma repercussão “muito boa”, tanto no meio artístico, como nos meios de comunicação nacionais e internacionais.

“Azágua veio para ficar, criar raízes e marcar uma geração”, enfatizou.

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