Augusto (Gugas) Veiga fez estas considerações durante a conferência de imprensa para a apresentação oficial do Atlantic Music Expo (AME) 2019 realizada esta sexta-feira, na Cidade da Praia, tendo adiantado que a edição deste ano registou um aumento expressivo de inscrições a nível nacional e internacional.

“Consideramos que o AME é sem dúvida um dos maiores eventos musicais do país no número de bandas e artistas que atuam. No ano passado tivemos cerca de 250 artistas a passar por todos os palcos, este ano tudo indica que vamos ultrapassar de longe esse número devido à adesão e a inscrição que estamos a ter”, revelou.

Do ano passado a esta parte, ajuntou, registou-se um aumento de inscrições muito grande, disse, explicando que para a edição deste ano o número de inscrições de artistas nacionais foi de 330 enquanto dos grupos internacionais registou-se 250 inscrições.

De acordo com Augusto Veiga, de 8 a 11 de abril a Cidade da Praia será palco de mais uma edição do AME que irá realizar-se com o mesmo formato, frisando, no entanto, que a habitual feira irá funcionar em moldes diferentes, ou seja, o número de dias da sua realização será alargado.

“Decidimos manter a feira num formato diferente porque nós financiávamos uma parte da feira praticamente quase a sua totalidade a nível dos valores e repassávamos praticamente um terço real aos expositores.  Este ano vamos ter mais dias de feira, de segunda a sábado”, afirmou.

Considerou ainda, neste sentido, que a feira para além de ser um espaço que tem a vertente de negócio, será também uma oportunidade de promoção das empresas, câmaras municipais e da vertente social, isto a nível do artesanato.

Asseverou, por outro lado, que o AME traz conhecimentos aos músicos, agentes e a todos os colaboradores que estão na área da música e também uma grande troca de experiências musicais com impactos positivos nas vidas dos artistas que nele participam.

Realçou, no entanto, que nesta edição o evento registou um défice no orçamento devido a não participação de alguns parceiros, realçando, entretanto, que estão otimistas relativamente ao financiamento de verbas para a realização do evento.

“O nosso orçamento é o mesmo do ano passado à volta dos 16 mil contos, mas ainda não chegamos lá, estamos a pensar de uma forma muito positiva que iremos chegar a esse valor. Caso isso não aconteça, teremos que trabalhar com o que temos e vamos ter que internamente fazer os cortes necessários para mantermos o nível necessário”, disse, adiantando que um dos efeitos da diminuição do orçamento será o corte a ser feito em termos do financiamento da feira.

Basheer Bshyr, do Egitpo, Cris Pereira, do Brasil, Guiss Guiss Bou Bess, do Senegal, La Yegros, de Argentina, Lúcia de Carvalho, de Angola, Monhamadou Kouaté, de Senegal/ Itália e Sizzthetruth, do Gana, Soul Bang’s , da Guiné Conacri, Qualité Motel do Canadá, Tiloum de Reunion, Mónica Pereira de Guiné Bissau/Cabo Verde são os artistas internacionais que participam na VIII edição do AME.

A nível nacional o evento contará com a participação de Nacy Vieira, Cremilda Medina, Neusa de Pina, Miroca Paris, Beth e Patricia Carvalho, Bino Barros e Banda Fredy V the foudation, Danae Strela, Ga da Lomba, Dj Streladuh, Manolo e Djilou e banda.

Querendo compreender melhor qual o verdadeiro impacto o que o AME tem tido, Augusto Veiga informou que a organização encomendou um estudo sobre o impacto financeiro do AME tanto na Praia como a sua abrangência, cujos dados serão apresentados posteriormente.

A edição deste ano espera contar com a presença de cerca 30 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social estrangeiros.

O AME-CV é uma feira mundial da música, onde profissionais da música, ‘managers’, produtores, jornalistas, empresários, diretores de salas e de festivais, agentes, ‘bookers’, distribuidores, videastas, fotógrafos, fabricantes de instrumentos, equipamentos e acessórios diversos, de todo o mundo, expõem os seus produtos e refletem sobre a sua área de atividade.

O evento promovido pelo MCIC tem sido também palco de amostras de CD, DVD e ‘flyers’, e para demonstração de instrumentos e equipamentos musicais, de conferências, ‘workshops’, ateliês, formação, palestras, debates, sem esquecer os ‘showcases’ e concertos para o público profissional.