Porquê o B.leza e Lisboa para fazer o relançamento da sua carreira a solo?

Lisboa é uma cidade cosmopolita, culturalmente muito forte. Nesta fase de relançamento da minha carreira, surgiu o convite do B.leza, para fazer uma residência artística com quatro concertos, durante um mês, e veio mesmo a calhar. O B.leza é uma montra. Estes quatro concertos permitem ter mais tempo para trabalhar com os músicos do B.leza, ensaiar e mostrar mais de mim. Tudo se conjugou e aqui estou eu.

 O que traz na mala para o público ouvir?

Trago um repertório, que considero variado no que toca à música de Cabo Verde. Alguns temas d ‘Os Tubarões e também outros.

Traz algum tema novo seu?

Para já ainda não. Só quando lançar o meu disco, se Deus quiser.

 Para quando o lançamento do seu novo disco?

Gostava que fosse este ano. Já tenho dois temas gravados, nos Estados Unidos. Mandei os temas para o Quim Alves fazer os arranjos e o Quim enviou-me o trabalho já feito. Tenho mais temas que vou tentar gravar com músicos em Portugal e não só, para que de facto possa concretizar esta fase de relançamento.

 Que Albertino vamos ver e ouvir no B.leza? O mesmo d’ Os Tubarões?

É de certeza um outro Albertino. Não descurando o que já tenho hábito de fazer, mas mais aberto às fusões, a temas mais ousados e outro género de trabalho que estou agora a fazer. Um Albertino que traz mornas, coladeiras, batuques e o kanizadi da Ilha do Fogo, que posso trabalhar em regime de fusão perfeitamente. Encaixa tudo. Nesse âmbito quero explorar estes estilos.

Está totalmente dedicado ao relançamento da sua carreira a solo?

Estou com muita força, determinação, grande dedicação e muito amor. Tendo em conta que considero isto uma missão. É o que consigo fazer de melhor, por isso estou muito empenhado.

 Vai continuar a conciliar a carreira a solo com os Tubarões?

Com certeza.

O que têm andado a fazer Os Tubarões?

A preparação do 50.º aniversário da banda e prontos para arrancar com os trabalhos que assinalam as comemorações.

 Sente-se realizado?

Quero fazer tanta coisa que uma vida só não me chega. Mas sinto-me bem, realizado, tenho conseguido muitas coisas boas, embora queira mais. Gostaria de viver pelo menos mais 100 anos, com qualidade de vida para poder fazer tudo o que desejo.

 Para além dos concertos no B.leza, o que pretende fazer mais por Lisboa?

Vou aproveitar para ver a saúde, para continuar por cá por mais 100 anos.

 Do que sente mais falta quando está longe de casa?

Da família. Tenho quatro filhos, um vive em Portugal, em Coimbra. Ele trabalha, não sei se tem tempo para me vir ver ao B.leza, mas gostava de estar com ele. Aqui no B.leza também me sinto em casa. O B.leza é uma montra muito importante para os músicos e para a música de Cabo Verde. Tem tudo a ver connosco. Conheço o B.leza há muitos anos, cheguei a frequentar a primeira casa no largo do Conde Barão, mas esta é a primeira vez que vou actuar no palco desta casa. E a solo. Estou muito feliz.

Abertino Évora estará no próximo dia 9, sábado, no palco do B.Leza.

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