O conferencista Henrique Oliveira “Djick” disse à Imprensa, a esse propósito, que este debate é mostrar “como é que a morna nos diz da mulher cabo-verdiana, como ela constrói a mulher a Mãe Terra”, sendo uma extensão metafórica da mulher mãe, o que a morna explica da mulher amada e os seus perfis.

Conforme explicou, a conversa cita vários compositores clássicos da morna, que compuseram letras identificando o papel da mulher, além de tratar toda a beleza, interna e externa que ela transporta.

“Vamos falar de músicos como Eugénio Tavares, B.Leza, Ano Nobu, entre outros”, apontou.

Esta iniciativa parte da celebração do março mês da mulher, uma forma também de destacar a valorização da mulher na sociedade cabo-verdiana.

“O que interessa é conhecer essa temática como ela é tratada na música e ficaríamos muito a compreender da violência doméstica se compreendêssemos a grande sabedoria que a morna nos transmite no que tange ao conhecimento da natureza conflituosa do amor”, referiu.

O evento que aconteceu no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia, é realizado no âmbito da celebração do Dia da Mulher Cabo-verdiana, que se assinala a 27 de março, e conta também com o apoio do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

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