Este evento, como relembrou Júlio do Rosário, vem sendo organizado “muito antes” de se instituir 03 de dezembro como Dia Nacional de Morna, mas neste ano, com essa comemoração pela primeira vez, vai permitir unir o útil ao agradável.

“Quem for ao Morna Fest vai encontrar algo genuíno nosso, temos diferentes tipos de morna de todo o território cabo-verdiano”, asseverou este responsável, que garantiu “casa cheia” para o certame, que já tem lotação “quase esgotada” para uma “grande noite”, assegurou.

“Para nós, é um grande tributo, porque é importante as instâncias internacionais saberem o que foi feito lá fora, mas também é importante saberem o que fazemos cá dentro, como valorizamos a nossa morna”, lançou o produtor musical, que defendeu que este estilo de música “tão querida” pelos cabo-verdianos, não advém de nenhum outro estilo.

“A morna não é filha de ninguém, ela nasceu e cresceu em Cabo Verde e agora percorre o mundo inteiro, sempre que os nossos artistas levem-na e levem Cabo Verde através da nossa música”, advogou Júlio do Rosário, que espera, juntamente com o leque de artistas convidados, ajudar a morna a percorrer o seu caminho e chegar a Património Imaterial da Humanidade.

Júlio do Rosário garante assim uma “noite memorável” para mais uma edição do Morna Fest, marcada para esta sexta-feira, num dos hotéis da cidade do Mindelo, que vai ser “abrilhantada” com nomes como Cremilda Medina, Gardénia Benrós, Jorge Sousa, Dudu Araújo e Bau que vai dedilhar mornas ao violino e em solos de cavaquinho.

Os artistas vão ser acompanhados por uma banda composta por Tchenta Neves (piano), Jimmy da Silva (baixo), Jacinto Pereira (cavaquinho), Micau Chantre (percussão) e Bau (violão).

A Boa Música conta ainda realizar o Morna Fest na cidade da Praia e que deveria acontecer, segundo a mesma fonte, neste sábado, mas que foi adiado para “data a indicar” devido a obras na Assembleia Nacional, que deverá ser o palco do certame.